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Da Redação
28 de outubro de 2026 às 08:21 ▪ Atualizado há 1 hora
A Polícia Federal avalia solicitar ao Supremo Tribunal Federal (STF) o bloqueio de bens e valores do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após sua saída do Brasil com destino aos Estados Unidos. A medida busca pressionar o parlamentar a retornar ao país, segundo informações publicadas pelo Brasil 247 nesta quarta-feira (28), com base em apuração de O Globo.
A possibilidade de bloqueio patrimonial ganhou força após a viagem do senador, que ocorreu apesar de uma determinação judicial para entregar seus passaportes e não deixar o território nacional. O caso está sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, do STF.
No domingo (25), dia do segundo turno das eleições presidenciais, a Polícia Federal já havia alertado o Supremo para o risco de Flávio deixar o país. Inicialmente, os investigadores sugeriram o recolhimento dos passaportes e restrições de contato com outros investigados, em vez de solicitar a prisão preventiva.
Com a saída do senador, a possibilidade de pedir sua prisão preventiva também voltou a ser considerada pela PF. A adoção de medidas cautelares, porém, depende de análise e decisão das autoridades competentes.
Investigação apura suspeitas de lavagem de dinheiro
Flávio Bolsonaro é investigado, ao lado do advogado e empresário Willer Tomaz, em um inquérito que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo plataformas de apostas esportivas.
No mesmo contexto investigativo, Alexandre de Moraes determinou medidas contra Willer Tomaz, incluindo a quebra dos sigilos bancário, fiscal e cambial e a indisponibilidade de bens até o limite de R$ 6 bilhões.
A Polícia Federal avalia a possibilidade de adotar providências patrimoniais semelhantes contra o senador. Até o momento, a medida é uma possibilidade em análise, e não uma decisão judicial de bloqueio dos bens de Flávio Bolsonaro.
Possível prisão e inclusão na Interpol
Caso a prisão preventiva seja decretada, a Polícia Federal poderá solicitar a inclusão do nome do senador na difusão vermelha da Interpol. A medida pode auxiliar na localização de pessoas procuradas internacionalmente, mas não determina, por si só, uma prisão automática em outro país.
A efetivação de eventual detenção no exterior dependerá dos procedimentos internacionais aplicáveis e das autoridades competentes.
Paralelamente, parlamentares do PT acionaram o STF para solicitar a inclusão de Flávio na lista da Interpol e pediram manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR).
O desdobramento do caso dependerá das medidas que a Polícia Federal vier a formalizar e das decisões do Supremo Tribunal Federal.
Fonte: Brasil 247 e O Globo
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