CENÁRIO POLÍTICO
Da Redação
01 de junho de 2026 às 12:55 ▪ Atualizado há 2 semanas
O Progressistas (PP), partido comandado nacionalmente pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), registrou a saída de quatro deputados estaduais e ainda teve dois parlamentares que optaram por não disputar a reeleição em 2026, movimento que pode impactar a representatividade da sigla na Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi).
Além da perda de deputados, prefeitos do PP de cidades piauienses estão apoiando o governador Rafael Fonteles e o presidente Lula.
Entre as baixas está o deputado estadual Marden Menezes, um dos nomes mais experientes da política piauiense e com forte atuação na região Norte do estado. O parlamentar deixou o PP e se filiou ao Partido Social Democrático (PSD).
Outra perda significativa foi a de Bárbara do Firmino. Filha do ex-prefeito de Teresina Firmino Filho, a deputada deixou o Progressistas e atualmente está sem partido. Sua saída reduz a presença da legenda na capital piauiense.
O deputado estadual Dr. Thales Coelho, que foi o mais votado entre os parlamentares da bancada progressista na eleição de 2022, também deixou o partido para ingressar no Partido dos Trabalhadores (PT).
No litoral do estado, a deputada Gracinha Mão Santa, uma das principais lideranças políticas da região, trocou o PP pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB).
O partido de Ciro Nogueira também perdeu dois nomes importantes, deputado Aldo Gil, representante da região de Picos e que recebeu 29.600 votos na eleição de 2022, anunciou que não disputará a reeleição, apesar de permanecer filiado ao partido.
E deputado estadual Wilson Brandão também desistiu. Um dos principais articuladores políticos do estado e eleito com 50.421 votos em 2022, o parlamentar também decidiu não concorrer a um novo mandato.
Prefeitos do PP apoiam Rafael Fonteles
Outro fator que tem chamado atenção no cenário político estadual é o alinhamento de prefeitos do Progressistas ao governo estadual. Ao todo, 27 gestores municipais filiados ao PP já declararam apoio à reeleição do governador Rafael Fonteles (PT).
O movimento ocorre apesar de o partido ser liderado nacionalmente por Ciro Nogueira, que faz oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e também ao governador piauiense.
Segundo interlocutores da base governista, a aproximação dos prefeitos estaria relacionada às parcerias administrativas firmadas entre os municípios e o Governo do Estado, especialmente em áreas como infraestrutura, saúde e educação.
As mudanças partidárias, as desistências de candidaturas e o reposicionamento de lideranças municipais colocam o Progressistas diante do desafio de reorganizar sua base política para as eleições de 2026 no Piauí.
ELEIÇÕES 2026
TROCA DE BENEFÍCIOS
CRIME EM Rio Grande do Norte
ACORDO JUDICIAL
ELEIÇÕES 2026
OPA 2026-2027