Política

Candidatura ao Senado

Nunes Marques restabelece candidatura de Deltan Dalagnol ao Senado

Ministro do TSE reverte decisão que negava registro do ex-procurador no Paraná.

Da Redação

04 de outubro de 2026 às 12:22 ▪ Atualizado há 34 minutos

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  • Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, liberou a candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado pelo Paraná.
  • A decisão anterior havia barrado a candidatura por uma decisão monocrática.
  • Nunes Marques argumentou que o plenário do TSE deve decidir sobre questões significativas.
  • A decisão ocorre próximo ao horário de votação, permitindo que os votos em Deltan sejam válidos até nova análise.
  • Criticou a decisão individual do relator Floriano de Azevedo Marques que reverteu a decisão do TRE-PR.
  • Relator baseou-se em decisão anterior do TSE que cassou o mandato de Deltan em 2023 pela Lei da Ficha Limpa.
  • Deltan é acusado de fraude ao pedir exoneração com processos disciplinares ainda em curso.
  • Defesa alega que os processos foram arquivados, o que anularia a aplicação da Ficha Limpa.

Agência Brasil Nunes Marques restabelece candidatura de Deltan Dalagnol ao Senado

Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), decidiu neste domingo (4) liberar novamente o registro de candidatura de Deltan Dalagnol ao Senado pelo Paraná. A decisão anterior, de caráter monocrático, havia barrado a candidatura do ex-procurador.

Nunes Marques argumentou que questões significativas do caso deveriam ser analisadas pelo plenário do TSE, e não decididas individualmente, especialmente tão próximo ao horário de votação. Assim, os votos em Deltan passam a valer até nova análise do plenário.

O ministro destacou que a colegialidade é a regra para decisões do tribunal, criticando a análise individual realizada pelo relator Floriano de Azevedo Marques poucas horas antes do início das eleições. Floriano havia revertido decisão do TRE-PR, que liberava a candidatura de Deltan.

A decisão do relator embasou-se em julgamento anterior do TSE, que cassou o mandato de deputado federal de Deltan em 2023, com base na Lei da Ficha Limpa. O ex-procurador foi acusado de fraude ao pedir exoneração com processos disciplinares ainda vigentes.

A defesa de Deltan argumenta que esses processos foram arquivados pelo Conselho Nacional do Ministério Público, o que, segundo eles, elimina a aplicação da Ficha Limpa no caso.

Fonte: Agência Brasil