Política

ASSÉDIO ELEITORAL

MPT recebe quase 2 mil denúncias de assédio eleitoral

Denúncias ocorreram entre turnos das eleições, afetando o direito ao voto livre.

Teresinha Ferreira

28 de outubro de 2026 às 00:35 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • O Ministério Público do Trabalho (MPT) recebeu 1.937 denúncias de assédio eleitoral no trabalho até o final do segundo turno das eleições.
  • Assédio eleitoral é crime e envolve pressionar ou influenciar trabalhadores em suas escolhas de voto.
  • Entre o primeiro e o segundo turnos, 946 denúncias foram registradas.
  • O MPT manteve equipes de plantão para casos urgentes durante toda a campanha.
  • 59 ações civis públicas foram ajuizadas pelo MPT, resultando em 52 liminares para proteger o voto livre.
  • 53 termos de ajuste de conduta foram assinados por empregadores envolvidos.
  • Um caso envolveu Leandro Batista Nóbrega, que tentava impedir o voto de apoiadores de Lula, resultando em uma liminar com multa de R$ 100 mil.
  • Na Bahia, a Total Atacado foi denunciada por não liberar funcionários para votar no primeiro turno.
  • No Rio de Janeiro e Paraná, ações de discriminação política por parte de representantes do PL foram relatadas e são proibidas pela Constituição e CLT.

Agência Brasil Assédio eleitoral
Assédio eleitoral

O Ministério Público do Trabalho (MPT) recebeu 1.937 denúncias de assédio eleitoral até segunda-feira (26), logo após o segundo turno das eleições. Destas, 946 foram registradas entre o primeiro e o segundo turnos.

Assédio eleitoral no ambiente de trabalho é considerado crime e ocorre quando alguém utiliza seu poder para influenciar ou pressionar trabalhadores a votar ou deixar de votar em um candidato.

Durante toda a campanha eleitoral, o MPT manteve equipes de plantão para casos urgentes. A maioria das denúncias estava relacionada à disputa presidencial.

O órgão ajuizou 59 ações civis públicas contra o assédio eleitoral, obtendo 52 liminares para garantir o direito ao voto livre. Além disso, 53 termos de ajuste de conduta foram assinados por empregadores.

Um caso notável envolveu Leandro Batista Nóbrega, dono do Frigorífico Goiás, que ofereceu viagens para mil apoiadores de Lula não votarem, mas uma liminar foi concedida para barrar a ação, com multa de R$ 100 mil por violação.

Na Bahia, a empresa Total Atacado foi obrigada a permitir que funcionários votassem após denúncias de que não foram liberados no primeiro turno.

Além disso, no Rio de Janeiro, a deputada estadual eleita Índia Armaleu (PL) sugeriu a demissão de empregados que apoiassem Lula, gesto que também foi replicado por Jéssica Ramos Moreno (PL) no Paraná. Tais ações podem ser consideradas discriminação política, proibida pela Constituição e CLT.

Fonte: Agência Brasil



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