Encontro com Lula
Da Redação
01 de novembro de 2026 às 12:21 ▪ Atualizado há 41 minutos
Daniel Vidal, um garoto cego de 13 anos, emocionou ao abraçar o presidente Lula durante as comemorações de aniversário em Brasília. Nos 50 segundos de encontro, ele expressou sua gratidão pelas políticas públicas e admiração pelo presidente.
"Queria dizer a ele que quero ser presidente também", contou Daniel, que sonha em seguir os passos de Lula, o único brasileiro eleito presidente quatro vezes.
Acompanhado do pai, o bancário Fernando Moura, Daniel não hesitou em faltar à aula de futebol ao saber da homenagem a Lula no Palácio da Alvorada. Emocionado, vestiu a mesma camisa da seleção que usou no encontro.
O jovem, que possui menos de 5% da visão devido a uma doença genética, deseja mais incentivo para a participação de jovens na política e um ministério exclusivo para pessoas com deficiência. Atualmente, o Brasil conta com uma Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, ligada ao Ministério dos Direitos Humanos.

Daniel lamenta a precariedade da acessibilidade em Brasília. "Acessibilidade é precária. O Brasil precisa melhorar muito", afirmou, citando dificuldades enfrentadas por cadeirantes e nos transportes públicos.
Usando um teclado em braille, Daniel se destaca nos estudos e gostaria de maior apoio governamental para acessibilidade. "O governo deveria ajudar todos a terem um assim", sugeriu.

Em casa, a mãe, Raquel Vidal, sempre estimulou a curiosidade de Daniel, que desde cedo mostrou interesse por história e geopolítica. Ele também se preocupa com questões de preconceito e desigualdade social.
"Nós, pessoas com deficiência, precisamos batalhar por nossos direitos", destacou Daniel, que também discute racismo, homofobia e capacitismo com a família.
O garoto incentiva amigos a participarem politicamente. "O Brasil precisa dos jovens. É bonito quando todos participam", disse, destacando a importância do engajamento das novas gerações para o futuro do país.
“Se eu tivesse 10 minutos com o presidente, falaria mais das políticas públicas e como ajudaram [o país]. Eu daria uma sugestão também de um ministério exclusivo para as pessoas com deficiência”, sorriu em entrevista à Agência Brasil.
Daniel defende que o país promova mais acessibilidade. “Em todo lugar que eu vou, a acessibilidade é precária”, lamenta.
Morador de um bairro central de Brasília, na Asa Sul, o garoto diz que gosta de conversar com os colegas adolescentes sobre jovens que não têm os mesmos privilégios.
“Em muitos lugares, o piso é bastante irregular. Para pessoas com cadeira de rodas, não dá para a cadeira passar. Prédios que não têm uma rampa ou elevador. Pouca acessibilidade em transporte público. Eu acho que o Brasil tem que melhorar muito”, diz Daniel.

Há colegas que gostam de tratar desses temas mais sérios da política. Daniel gosta de incentivar os amigos em discussões sobre participação social.
“A gente só pode votar depois dos 16 anos, mas nós, jovens, temos que participar mais. O Brasil precisa dos jovens. O país vai crescer se os jovens estiverem interessados nisso”, destaca o garoto.
Ele ficou emocionado ao saber da participação de adolescentes em manifestações nas ruas durante a campanha eleitoral deste ano.
“Eu acho que a gente tem que conscientizar os jovens para que eles passem a gostar mais de política. É bonito quando todos participam.”
Se tivesse mais tempo com o presidente, Daniel também diria a Lula que cumpra as promessas de reforçar as políticas públicas e corrigir os problemas. “Tem que tirar o Brasil da categoria de países emergentes e virar país desenvolvido. É isso que a gente tem que cobrar”, diz o menino.
Os pais ficam orgulhosos e torcem para um futuro com mais possibilidades.
“Eu desejo inicialmente, e acima de tudo, que ele seja feliz. Que ele tenha acesso a oportunidades”, diz a mãe do garoto com os olhos brilhando.
Fonte: Agência Brasil
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