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Lula participa de missa por Nossa Senhora Aparecida e critica ofensas à santa

Presidente recebeu Rafael Fonteles e Margareth Menezes em celebração reservada no Palácio da Alvorada, em meio à polêmica eleitoral sobre o título de padroeira do Brasil

Por Redação

12 de outubro de 2026 às 13:54 ▪ Atualizado há 34 minutos


Foto: Ricardo Stuckert Lula participa de missa por Nossa Senhora Aparecida
Lula participa de missa por Nossa Senhora Aparecida

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou, nesta segunda-feira (12), de uma missa em homenagem a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, na capela do Palácio da Alvorada. Durante a ocasião, ele criticou ofensas à santa e defendeu o respeito à liberdade religiosa.

A celebração foi realizada de forma reservada e contou com a presença do governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), e da ministra da Cultura, Margareth Menezes. Crianças também acompanharam o evento, realizado no feriado dedicado à padroeira e no Dia das Crianças.

Ao conversar com jornalistas depois da missa, Lula afirmou que a fé de cada pessoa deve ser respeitada, independentemente da religião seguida.

“No instante em que Nossa Senhora Aparecida é ofendida por alguns religiosos que não querem respeitar a religião do outro. Todos temos que respeitar a fé das pessoas como elas são”, declarou.

O presidente também disse que Nossa Senhora Aparecida é uma referência para sua espiritualidade e ressaltou que cada pessoa deve ter liberdade para seguir a religião que escolher.

“Cada um segue a religião que quer, e a gente tem que respeitar”, afirmou.

Polêmica sobre o título de padroeira

A manifestação ocorre em meio à repercussão de publicações nas redes sociais que atribuíram ao senador Flávio Bolsonaro (PL) a intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.

A controvérsia surgiu a partir de discussões sobre um projeto de lei arquivado há quase duas décadas que previa a retirada do título. O assunto ganhou repercussão durante o período eleitoral e passou a ser associado ao candidato do PL à Presidência.

Flávio Bolsonaro negou as acusações. Diante da circulação das publicações, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a remoção de conteúdos que apresentavam como fato que o senador teria proposto, apoiado ou articulado medidas para retirar o título da santa.

O episódio também provocou manifestações da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), após Flávio acusar integrantes da entidade de contribuir para a divulgação das informações.

CNBB nega envolvimento com informações falsas

Em nota pública, a CNBB negou ter produzido ou participado da disseminação de informações falsas relacionadas ao processo eleitoral.

“A CNBB não produziu, autorizou ou participou da elaboração ou divulgação de informações falsas relacionadas ao atual processo eleitoral”, afirma o documento.

A entidade também declarou que atribuir a ela participação em iniciativas de desinformação sem provas prejudica a instituição e não contribui para um debate eleitoral responsável.

A Conferência reafirmou que não integra estruturas político-partidárias e que suas manifestações sobre as eleições estão relacionadas à sua atuação pastoral, com base em princípios como dignidade humana, bem comum, democracia e liberdade de consciência.

Ao final da nota, a CNBB defendeu o combate à desinformação sem a disseminação de novas informações falsas: “A mentira não se combate com outra mentira.”

Fonte: Revista Fórum