Política

CAMPANHA ELEITORAL

Lula diz que Flávio Bolsonaro colocará famílias em risco com liberação de armas

Presidente publicou vídeo de campanha que critica a flexibilização do acesso a armas durante o governo Jair Bolsonaro e mostra criança em situação de risco

Por Redação

09 de outubro de 2026 às 15:30 ▪ Atualizado há 42 minutos

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  • Lula criticou a política de armamento associada ao governo Bolsonaro em redes sociais.
  • Afirmou que a eleição de Flávio Bolsonaro colocaria famílias em risco por flexibilizar o acesso a armas.
  • Destacou o aumento de armas durante o governo de Jair Bolsonaro, questionando sua segurança.
  • A publicação faz parte da estratégia de campanha do PT para o segundo turno das eleições presidenciais.
  • Um vídeo de campanha dramatiza os riscos de armas em escolas, com cenas fictícias de um ataque.
  • Utiliza imagens de um ato político no Rio Grande do Norte, com uma criança segurando um objeto similar a uma arma.
  • O episódio está sob investigação para verificar se o objeto era uma arma real.
  • Lula busca mobilizar eleitores para o segundo turno em 25 de outubro.

Paulo Pinto e Joédson Alves/Agência Brasil. Lula e Flávio Bolsonaro
Lula e Flávio Bolsonaro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (9) para criticar a política de armamento associada ao governo de Jair Bolsonaro (PL) e atacar o adversário Flávio Bolsonaro (PL), que disputa com ele o segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Na publicação, o petista afirmou que a eleição do senador colocaria famílias em risco por causa da flexibilização do acesso a armas de fogo.

“Flávio Bolsonaro vai colocar sua família em risco!”, escreveu Lula ao divulgar uma peça de propaganda eleitoral que relaciona a circulação de armas no país à segurança das famílias brasileiras.

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Na mensagem, o presidente destacou o aumento do número de armas durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e questionou os eleitores sobre os impactos dessa política.

“Durante o governo de seu pai, Jair Bolsonaro, mais de 1 milhão de armas chegaram aos lares brasileiros. E essas armas estão também nas mãos do crime organizado, ameaçando a segurança das famílias. É isso que você quer para o Brasil?”, questionou o presidente.

A publicação integra a estratégia da campanha petista para alertar sobre os riscos que, segundo o partido, a eventual eleição de Flávio Bolsonaro representa para a segurança pública. A propaganda utiliza cenas dramatizadas e imagens de um episódio ocorrido durante uma comemoração política no Rio Grande do Norte.

Vídeo encena risco de arma em escola

Uma das partes da propaganda mostra um menino pegando uma arma pertencente ao pai e levando o objeto para a escola. Em seguida, a tela fica preta, enquanto o áudio reproduz um disparo e gritos, sugerindo um ataque a tiros no ambiente escolar.

Após a sequência, um narrador questiona os eleitores sobre a candidatura do senador. “Com Flávio Bolsonaro, você perde. É isso que você quer para o Brasil?”, diz a gravação.

A peça utiliza o recurso dramático para associar a flexibilização do acesso às armas aos riscos enfrentados por crianças e famílias. A cena escolar é uma representação publicitária, e não o registro de um episódio real.

Campanha usa imagens de criança em ato político

O vídeo também apresenta imagens registradas em Parnamirim, na região metropolitana de Natal, no Rio Grande do Norte. Na gravação, feita durante uma comemoração de apoiadores de Flávio Bolsonaro após o primeiro turno, uma criança aparece sobre um carro, dançando e segurando um objeto semelhante a uma arma de fogo.

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O episódio passou a ser investigado pelas autoridades. Até o momento, não há confirmação de que o objeto mostrado nas imagens seja uma arma real. A Polícia Civil do Rio Grande do Norte investiga o caso, e o Ministério Público também acompanha a situação.

A propaganda eleitoral encerra com uma mensagem sobre a proteção da infância: “Uma criança não pode passar por isso”.

Com a publicação, Lula reforça as críticas à política de armas defendida pelo grupo político de Jair Bolsonaro e tenta mobilizar os eleitores para o segundo turno da disputa presidencial, marcado para 25 de outubro.

Fonte: Brasil 247