Política

FLÁVIO DINO

Flávio Dino aciona PF para investigar CVM em caso Banco Master

Ministro do STF quer apurar irregularidades na fiscalização de fundos pelo CVM.

Teresinha Ferreira

24 de setembro de 2026 às 13:06 ▪ Atualizado há 48 minutos

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  • Flávio Dino, do STF, determinou que a Polícia Federal investigue possíveis crimes na CVM relacionados ao Banco Master.
  • Há suspeitas de irregularidades por agentes públicos e manipulação de decisões no órgão.
  • Relatório do FGC aponta inconsistências contábeis e ativos sem liquidez vendidos pelo grupo.
  • Em 2022, a CVM arquivou uma denúncia sobre falta de liquidez do Grupo Master, alegando falta de provas.
  • Cerca de R$ 3 bilhões de ativos de baixa qualidade estavam cobertos pelo FGC.
  • A Transparência Internacional criticou a falta de medidas antes do arquivamento da denúncia.
  • Investigação na CVM sobre serviços funerários ao Grupo Master foi encerrada após acordo de R$ 2,9 bilhões.
  • Pessoas sob jurisdição do STF podem estar envolvidas, justificando acompanhamento direto.
  • Flávio Dino ordenou revisão das normas da CVM em 90 dias.

Agência Brasil Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal (PF) investigue possíveis crimes na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) relacionados à fiscalização de fundos do extinto Banco Master.

De acordo com o ministro, há indícios de irregularidades na atuação de agentes públicos e de manipulação de decisões no órgão. Um relatório do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) menciona inconsistências contábeis e ausência de liquidez em ativos vendidos pelo grupo.

Dino destacou que, em fevereiro de 2022, uma denúncia com informações detalhadas sobre a falta de liquidez do Grupo Master foi arquivada pela CVM, alegando falta de provas suficientes para continuar a investigação. Entre os problemas listados, estavam manipulação de cotações e reavaliação indevida de ativos.

A decisão menciona que cerca de R$ 3 bilhões de um total de R$ 5 bilhões, captados com cobertura do FGC, estavam em ativos de baixa qualidade. O relatório da Transparência Internacional - Brasil apontou que nenhuma medida foi tomada antes do arquivamento e que o processo foi mantido sob sigilo.

Dino também levantou questões sobre serviços funerários concedidos ao Grupo Master pela Prefeitura de São Paulo, com uma investigação na CVM encerrada após um acordo de R$ 2,9 bilhões.

O ministro afirmou ainda que pessoas sob jurisdição penal do STF podem estar envolvidas, o que reforça a necessidade de acompanhamento direto das investigações pelo tribunal.

Dino já havia ordenado a revisão das normas da CVM em um prazo de 90 dias, no início desta semana.

Fonte: Agência Brasil