Flávio Bolsonaro não comparece ao MP para esclarecimentos

Em nota, deputado e senador eleito diz que, como não é investigado, compromete-se a marcar dia e horário para apresentar os esclarecimentos


Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz

Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz Foto: Reprodução / Internet

Esperado nesta quinta-feira (10) no Ministério Público para dar esclarecimentos sobre a movimentação financeira atípica de funcionários de seu gabinete na Alerj no relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), o deputado e senador eleito Flávio Bolsonaro não foi ao Ministério Público.

Na última terça-feira, familiares de Fabrício Queiroz, ex-motorista e assessor de Flávio e cuja movimentação financeira registrou R$1,2 milhão em sua conta, segundo o COAF, também não foram ao Ministério Público. Em nota, o senador eleito afirma que foi notificado apenas na segunda-feira (7), e que tem todo o interesse em esclarecer o caso, apesar de não ser investigado por qualquer crime. Como portador de foro privilegiado, ele pode escolher data, horário e local.

"Como não sou investigado, ainda não tive acesso aos autos, já que fui notificado do convite do MP/RJ apenas no dia 7/Jan, às 12:19. No intuito de melhor ajudar a esclarecer os fatos, pedi agora uma cópia do mesmo para que eu tome ciência de seu inteiro teor. Ato contínuo, comprometo-me a agendar dia e horário para apresentar os esclarecimentos, devidamente fundamentados, ao MP/RJ para que não restem dúvidas sobre minha conduta. Reafirmo que não posso ser responsabilizado por atos de terceiros, como parte da grande mídia tenta, a todo custo, induzir a opinião pública", diz a nota, que foi publicada nas redes sociais do senador eleito em 2018.

Caso Coaf

Além do gabinete de Flávio Bolsonaro, funcionários de outros 21 deputados também apareceram no relatório do Coaf. A movimentação financeira total entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, segundo o documento, foi de mais de R$ 207 milhões. Ex-assessor de Flávio Bolsonaro: o que se sabe até agora sobre o relatório do Coaf

No total, foram identificados 75 servidores e ex- servidores da ALERJ que apresentaram movimentação financeira suspeita registrada em contas de suas titularidades. Além disso, foram citados neste relatório outros 470 servidores e ex- servidores da assembleia na condição de remetentes ou destinatários de recursos.

Familiares de assessor não prestam depoimento

A movimentação na conta do ex-motorista foi considerada atípica porque Queiroz recebia um salário de aproximadamente R$ 23 mil. Em entrevista ao SBT no final de dezembro, Queiroz disse que parte de sua renda vinha da "venda e revenda de carros".

No mesmo dia, O MP do Rio de Janeiro (MPRJ) informou que advogados do ex-assessor do deputado estadual e senador eleito, Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), Fabrício Queiroz, entregaram ao órgão atestados médicos comprovando "grave enfermidade do investigado". O texto dizia que Queiroz iria fazer uma cirurgia urgente. De acordo com o advogado de defesa da família, a mulher de Queiroz e as duas filhas, Nathália e Evelyn, estão em São Paulo para acompanhar o pós-operatório da retirada de um tumor maligno no intestino dele e vão acompanhar o tratamento de quimioterapia.

Ao MP, a defesa informou que "todas mudaram-se temporariamente para cidade de São Paulo, onde devem permanecer por tempo indeterminado e até o final do tratamento médico e quimioterápico necessários, uma vez que, como é cediço, seu estado de saúde demandará total apoio familiar".

Fonte: G1

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