USO INADEQUADO DE IA
Teresinha Ferreira
15 de setembro de 2026 às 00:26 ▪ Atualizado há 38 minutos
Um levantamento do Observatório IA nas eleições revela que cerca de dois terços dos conteúdos políticos gerados por inteligência artificial nas redes sociais, entre 1º de janeiro e 16 de agosto de 2026, não indicaram o uso dessa tecnologia, contrariando regras da Justiça Eleitoral.
Dos 413 conteúdos analisados, 250 (aproximadamente 60%) foram classificados como sátiras, com o objetivo de ridicularizar políticos. Os outros 163 (cerca de 40%) foram considerados desinformação.
O observatório destaca a preocupação de que esses conteúdos sejam compartilhados sem a devida informação ao público sobre a utilização da tecnologia, tanto pelos usuários como pelas plataformas digitais envolvidas.
A maioria das postagens não sinalizadas ou de desinformação foram feitas por usuários anônimos. Entre os políticos, Flávio Bolsonaro lidera com 13 publicações. O deputado federal Mário Frias aparece em seguida com 10 publicações. Outros incluem Romeu Zema com cinco, Sóstenes Cavalcante e Eduardo Bolsonaro com três cada.
O PL foi o partido com mais publicações indevidas, somando 28, seguido pelo PT com quatro e o PSDB com duas.
A técnica de deepfake foi usada em 81% dos casos, manipulando imagens ou vozes, principalmente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, alvo de 112 publicações alteradas de forma pejorativa. Flávio Bolsonaro foi alvo de 57 manipulações.
Deepfake é uma técnica que utiliza IA para criar ou alterar conteúdos realistas, proibida pelo TSE para propaganda eleitoral enganosa.
Fonte: Agência Brasil
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