Política

PRIVATIZAÇÕES

Flávio Bolsonaro apoia privatizações; Lula defende estatais

Candidatos apresentam visões opostas sobre gestão pública e privatizações.

Teresinha Ferreira

23 de outubro de 2026 às 09:33 ▪ Atualizado há 4 horas

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  • Lula propõe o fortalecimento do setor público com foco na eficiência e transparência, ampliando serviços digitais e se opondo à venda de estatais.
  • Defende o papel das empresas públicas no desenvolvimento econômico e na redução das desigualdades.
  • Flávio Bolsonaro apoia a privatização para atrair investimentos e reduzir a dívida pública, propondo reforma administrativa e corte nos gastos governamentais.
  • O plano de Bolsonaro inclui a redução do número de ministérios e avaliações nas agências reguladoras para garantir eficiência.
  • Historicamente, o governo Bolsonaro realizou privatizações, enquanto Lula prefere concessões e parcerias público-privadas.
  • As eleições são centrais para definir o futuro das políticas econômicas do Brasil e o papel do Estado na economia.

Agência Brasil Gestão pública e privatizações.
Gestão pública e privatizações.

Os programas de governo dos candidatos Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva propõem diretrizes econômicas distintas para o Brasil, especialmente no que diz respeito às privatizações e à gestão pública. As decisões dos eleitores neste domingo (25) serão centrais para definir o rumo dessas políticas.

Lula, em busca da reeleição, propõe o fortalecimento do setor público, com foco na eficiência e transparência. Seu plano inclui a ampliação dos serviços digitais, como o Gov.br, e se opõe à venda de estatais como Petrobras e Correios. Ele destaca a importância das empresas públicas no desenvolvimento econômico e na redução das desigualdades.

Em contrapartida, Flávio Bolsonaro defende a retomada das privatizações, destacando a venda de ativos como forma de atrair investimentos e reduzir a dívida pública. Seu plano também enfatiza a digitalização de serviços para aumentar a agilidade do Estado e propõe uma reforma administrativa para reduzir a máquina pública.

A proposta de Bolsonaro inclui cortar despesas operacionais, diminuir o número de ministérios e dirigir esforços para um "corte profundo" na estrutura estatal. Além disso, ele planeja implementar avaliações periódicas nas agências reguladoras para garantir eficiência e segurança jurídica.

Historicamente, o governo de Jair Bolsonaro, pai de Flávio, já havia promovido a privatização de diversas empresas, incluindo a Eletrobras. Por outro lado, Lula sempre se posicionou contra essa prática, preferindo concessões e parcerias público-privadas para setores como infraestrutura.

Assim, as eleições definem não apenas o comando do Executivo, mas também o futuro das políticas econômicas do país, especialmente no que tange ao papel do Estado na economia.

Fonte: Agência Brasil



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