Política

VITÓRIA DOS TRABALHADORES

Fim da escala 6x1 pode ser votado no Senado na próxima quarta-feira (2)

Lula articula com lideranças do Congresso para tentar garantir a votação da PEC antes do primeiro turno das eleições

Da Redação

27 de agosto de 2026 às 14:51 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • O Senado votará a proposta de emenda à Constituição que encerra a escala de trabalho 6x1 na próxima quarta-feira (2).
  • A PEC já foi aprovada na Câmara dos Deputados e, se passar no Senado, pode ser promulgada sem retornar à Câmara.
  • O relatório foi protocolado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) pelo senador Omar Aziz (PSD-AM).
  • A mudança busca aumentar tempo de descanso e convivência familiar para os trabalhadores.
  • O presidente Lula negocia com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Hugo Motta, para agilizar a votação.
  • Há urgência em aprovar a proposta antes do primeiro turno das eleições, visando interesse popular e impacto político.
  • O fim da escala 6x1 tem apoio crescente no Congresso, incluso de parte da oposição, devido ao apelo popular.
  • O resultado da votação na CCJ poderá influenciar a decisão do plenário do Senado.
  • A pressão para decidir antes das eleições afeta senadores que buscam reeleição ou novos cargos.

Instagram Davi Alcolumbre, presidente do Senado, Presidente Lula, e Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados,
Davi Alcolumbre, presidente do Senado, Presidente Lula, e Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados,

O fim da escala de trabalho 6x1 pode ser votado no Senado na próxima quarta-feira (2). A proposta de emenda à Constituição (PEC), que prevê o encerramento do modelo em que o trabalhador trabalha seis dias e folga apenas um, ganhou força nos últimos dias e passou a ser tratada pelo governo federal como uma das principais pautas antes das eleições.

O senador Omar Aziz (PSD-AM) protocolou o relatório da proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), abrindo caminho para que a matéria seja votada na próxima quarta-feira (2/9) tanto na comissão quanto no Plenário do Senado.

O avanço foi possível após uma articulação política conduzida pelo presidente Lula com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). O entendimento construído entre os três permitiu destravar a pauta de projetos de interesse do governo e estabeleceu um calendário para a apreciação de propostas consideradas prioritárias, entre elas o fim da escala 6×1.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem intensificado as articulações para tentar garantir que a proposta avance no Congresso ainda antes do primeiro turno. A expectativa no Palácio do Planalto é de que a PEC seja analisada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado na manhã de quarta-feira (2) e, caso seja aprovada, possa seguir para votação no plenário no mesmo dia.

A movimentação ganhou força após um encontro entre Lula e os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), realizado na quarta-feira (26).

Lula comemora urgência na tramitação da escala 6x1

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que ficou satisfeito com a decisão dos presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, de dar prioridade à tramitação de pautas consideradas importantes para o país, entre elas o fim da escala 6x1.

A declaração foi publicada por Lula nas redes sociais na quarta-feira (26), após o encontro com os dois parlamentares no Palácio da Alvorada. Segundo o presidente, a mudança na jornada de trabalho é uma pauta de “amplo interesse da sociedade” por ampliar o tempo destinado ao descanso e à convivência familiar.

“Fiquei muito feliz porque os presidentes Davi Alcolumbre e Hugo Motta decidiram colocar esses temas em tramitação e votação com a urgência que o país merece”, escreveu Lula.

Lula quer votação antes das eleições

Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, Alcolumbre teria sinalizado que a votação no plenário poderia ficar para depois do primeiro turno. Lula, porém, pretende insistir para que a análise aconteça antes da disputa eleitoral.

A PEC já passou pela Câmara dos Deputados. Caso o Senado aprove o mesmo texto, a proposta poderá ser promulgada sem precisar retornar à Câmara.

O cenário também passou a ser considerado mais favorável dentro do próprio Congresso. Parlamentares da oposição, inclusive integrantes do PL, reconhecem uma mudança no ambiente político em torno do fim da escala 6x1 e avaliam que uma eventual aprovação na CCJ pode aumentar as chances de avanço da proposta no plenário.

O que muda para os trabalhadores

A escala 6x1 é um modelo de jornada em que o trabalhador cumpre seis dias consecutivos de trabalho e tem apenas um dia de descanso. O debate sobre o fim desse formato ganhou força nos últimos anos, especialmente entre trabalhadores que defendem mais tempo de descanso, convivência familiar e qualidade de vida.

A proposta passou a ocupar espaço importante na agenda política justamente por tratar diretamente das condições de trabalho e da duração da jornada.

No governo, a avaliação é de que a medida possui forte apelo popular e pode representar uma resposta a uma reivindicação de trabalhadores que defendem uma rotina com mais períodos de descanso.

A pressão sobre os senadores também aumentou diante da proximidade das eleições. A avaliação entre aliados do governo é de que parlamentares que disputarão a reeleição ou outros cargos podem considerar o impacto eleitoral de votar contra uma pauta que ganhou apoio entre trabalhadores.

Assim, a próxima quarta-feira pode ser decisiva para o futuro da escala 6x1 no Congresso. A votação, no entanto, ainda depende da tramitação da PEC na CCJ e da decisão sobre sua inclusão na pauta do plenário do Senado.

Fonte: Brasil 247, CNN Brasil e PT