ELEIÇÕES 2022
Alinny Maria
19 de abril de 2022 às 08:39
Análise da consultoria Eurasia Group divulgada nesta segunda-feira (18), que leva em consideração os resultados de pesquisas de 12 institutos sobre a avaliação de governo, publicadas entre maio de 2020 e abril deste ano, afirma que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 70% de chances de vencer as eleições presidenciais deste ano.
A consultoria afirma que no atual momento aumentaram de 20% para 25% as chances de reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL), mas sem mexer nas projeções de 70% de vitória para o candidato petista.
De acordo com a análise da Eurasia, as chances de um candidato da chamada terceira via ser eleito caíram de 10% para 5%. Nas últimas semanas, o nome do ex-juiz Sergio Moro para disputar o Planalto foi preterido pela direção do União Brasil. Os pré-candidatos do PSDB, João Doria, e do MDB, Simone Tebet, não avançaram nas pesquisas até o momento.
Além disso, o ex-governador Ciro Gomes (PDT) continua em terceiro lugar, mas distante dos resultados alcançados por Lula e Bolsonaro.
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Com base em modelo desenvolvido pela Ipsos Public Affairs, que agrega resultados das últimas eleições e de taxas de aprovação de governo, a Eurasia afirma que Bolsonaro ainda aparece como um "azarão". "Mas nos primeiros três meses de 2022, seus índices de aprovação subiram cinco pontos para uma média de 35%. Quando se observa apenas para o conjunto de dados, as chances de vitória de Bolsonaro aumentam de 19% para 36%", afirma a consultoria.
A avaliação afirma que, neste momento, é mais relevante observar índices de aprovação e com quais questões os eleitores estão mais preocupados do que taxas de intenção de voto. "Os eleitores não estão pensando na eleição", diz o relatório assinado pelo diretor-executivo do grupo para as Américas, Christopher Garman, e outros oito colaboradores.
As principais variáveis para os rumos eleitorais, de acordo com os relatórios da análise são, primeiro, se os índices de aprovação de Bolsonaro vão continuar aumentando e, segundo a rejeição a Lula (com a exploração da temática da corrupção durante a campanha).
O relatório pontua sobre a primeira variável que a repercussão econômica da guerra na Ucrânia pode dificultar o caminho para Bolsonaro, diante da previsão de alta global nos preços de alimentos e combustíveis. Os autores ponderam também que, se houver mais criação de emprego e a inflação recuar ao menos um pouco, é possível que a aprovação de Bolsonaro supere 40% – nesse cenário, as chances de Bolsonaro ser reeleito alcançam 50%, de acordo com o modelo adotado pela consultoria.
Para a maioria dos eleitores, no entanto, nos três últimos meses o tema da corrupção não ficou entre os problemas que mais preocupam os brasileiros (entre 9% e 10%) – no topo estão emprego e renda.
Com informações do Valor Econômico
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