Política

SUSPENSÃO MP APOSTAS

Emissoras pedem ao STF suspensão de MP que proíbe publicidade de apostas

Abert alega impacto direto nas associadas devido à proibição imediata das bets.

Teresinha Ferreira

02 de outubro de 2026 às 10:48 ▪ Atualizado há 42 minutos

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  • A Abert solicitou ao STF a suspensão da medida provisória que proíbe apostas no Brasil.
  • A entidade alega prejuízos às associadas devido à proibição imediata da publicidade de apostas.
  • A MP impede comunicação e patrocínio relacionados às apostas em qualquer mídia.
  • O pedido da Abert ressalta que a MP deveria ser suspensa até o julgamento de ações sobre seu marco legal.
  • A MP foi sancionada pelo presidente Lula, bloqueando exploração e promoção de apostas de quotas fixas.
  • A Abert argumenta que a medida afeta também veículos de comunicação e houve desvio de finalidade.
  • Este movimento se junta a questionamentos da ANJL e do IBJR sobre a constitucionalidade da medida.

Agência Brasil Emissoras pedem ao STF suspensão de MP
Emissoras pedem ao STF suspensão de MP

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) solicitou ao ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), a suspensão dos efeitos da medida provisória (MP) que proibiu as apostas do tipo bets no Brasil. A entidade alega que suas associadas foram diretamente prejudicadas pela proibição imediata da publicidade relacionada a essas apostas.

Segundo a Abert, a norma impõe danos em curso, uma vez que impede ações de comunicação e patrocínio em qualquer mídia. O pedido feito ao STF destaca que até o julgamento de ações sobre o marco legal das bets, esta MP deveria ser suspensa. O relator é Luiz Fux.

No dia 25 de setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a medida provisória que veda em todo o território nacional a exploração e promoção das apostas de quotas fixas. Essa legislação bloqueia atualmente novas apostas nessas plataformas.

A Abert argumenta que a MP não se limita aos operadores de apostas, mas afeta diretamente os veículos de comunicação. O texto sustenta ainda que houve desvio de finalidade, pois a urgência da medida não foi demonstrada adequadamente. A associação critica a abrupta extinção do regime jurídico que o próprio governo havia regulamentado.

O argumento reforça ação já iniciada pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), que questionam a constitucionalidade da medida.

Fonte: Agência Brasil