Política

VIOLÊNCIA POLÍTICA DE GÊNERO

Casos de violência política de gênero aumentam 11 vezes em 4 anos

Denúncias incluem agressões físicas, ameaças de morte e violência moral e psicológica.

Teresinha Ferreira

23 de setembro de 2026 às 00:41 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • A violência política de gênero aumentou significativamente entre 2018 e 2022, de 15 para 177 processos.
  • Casos notáveis incluem o assassinato de Marielle Franco e ataques a Maria do Rosário.
  • O MPF recebeu 436 denúncias, sendo 221 de violência moral e 177 de psicológica.
  • "Política é Substantivo Feminino" é uma campanha do TSE e MPF para conscientizar sobre a importância de combater tais agressões.
  • A violência afasta mulheres da política e prejudica a democracia, segundo Estela Aranha do TSE.
  • Entidades de direitos das mulheres expressaram preocupação com a violência contra mulheres negras e LBTs na política.
  • Pesquisa indica que 87% das vítimas eram mulheres negras.
  • O Brasil apresenta baixa representatividade feminina no cenário político, com apenas 17,5% de mulheres no Congresso.
  • Raquel Branquinho enfatiza a urgência de enfrentar a violência política de gênero para melhorar a representatividade feminina.

Agência Brasil Violência política de gênero
Violência política de gênero

A violência política de gênero teve um aumento significativo nos últimos quatro anos, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). De 2018 a 2022, o número de processos cresceu mais de 11 vezes, passando de 15 para 177 até setembro de 2026.

Entre os exemplos mais impactantes estão o assassinato da vereadora Marielle Franco em 2018 e os ataques à deputada Maria do Rosário em 2014, que refletem a gravidade desse tipo de violência. No mesmo período, o Ministério Público Federal (MPF) recebeu 436 denúncias, sendo 221 de violência moral e 177 de psicológica.

Para enfrentar o problema, o TSE e o MPF lançaram a campanha "Política é Substantivo Feminino" destinada a conscientizar a população sobre a importância de combater essas agressões. A ministra do TSE, Estela Aranha, destacou que essa violência não apenas afasta mulheres da política, mas impede novas candidatas de ingressarem no meio político, ameaçando a democracia.

Entidades de direitos das mulheres e do movimento negro entregaram ao presidente do TSE, Nunes Marques, uma carta manifestando preocupação com o aumento da violência nas eleições, especialmente contra mulheres negras e LBTs que têm sido alvo de ameaças de morte, violência sexual e agressões.

A pesquisa do Instituto Marielle Franco analisou 77 casos entre 2021 e 2025, revelando que 87% das vítimas eram mulheres negras. No cenário político, o Brasil continua com baixa representatividade feminina, ocupando a 135ª posição global, com apenas 17,5% de mulheres no Congresso e 16% das prefeituras lideradas por elas.

Raquel Branquinho, coordenadora do grupo de trabalho de combate à violência política de gênero da Procuradoria-Geral Eleitoral, ressaltou a necessidade urgente de enfrentar essa problemática para garantir maior representatividade feminina nos espaços políticos.

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Fonte: Agência Brasil