Política

PROTEÇÃO ANIMAL

Caso do cachorro Orelha reacende debate sobre leis contra maus-tratos na Alepi

Episódio de violência em Santa Catarina reforça a importância de projetos e leis já em vigor ou em tramitação na Assembleia Legislativa do Piauí

A Redação

Sexta - 30/01/2026 às 14:54



Foto: Reprodução/internet Caso do cachorro Orelha reforça debate sobre endurecimento das leis de proteção animal no Brasil
Caso do cachorro Orelha reforça debate sobre endurecimento das leis de proteção animal no Brasil

A violência sofrida pelo cachorro Orelha, brutalmente espancado na Praia Brava, em Santa Catarina, no dia 4 de janeiro, voltou a colocar em evidência a necessidade de punições mais rigorosas contra crimes de maus-tratos a animais. O caso ganhou repercussão nacional e intensificou debates em diferentes estados, inclusive no Piauí, onde o tema já é pauta recorrente no Legislativo.

Na Assembleia Legislativa do Estado do Piauí (Alepi), diversas iniciativas vêm sendo adotadas ao longo dos últimos anos para fortalecer a proteção animal. Um dos principais avanços foi a promulgação da Lei nº 7.752/22, que institui o Código Estadual de Defesa e Proteção aos Animais. A proposta é de autoria da então deputada Teresa Britto e passou a vigorar em março de 2022, após discussão e aprovação na Casa.

Ainda em 2022, os parlamentares aprovaram o Indicativo nº 1/22, que sugere a formalização de convênios entre o Estado, os municípios e organizações da sociedade civil, com o objetivo de viabilizar o resgate de animais domésticos vítimas de maus-tratos.

Outro marco importante foi a aprovação da Lei nº 8.057/23, que determina que condomínios comuniquem aos órgãos de segurança qualquer suspeita ou ocorrência de maus-tratos a animais. Autor da proposta, o deputado Dr. Hélio (MDB) destacou a relevância da medida para combater a impunidade. 

A impunidade tornou-se uma regra revoltante. Uma das razões para tanta impunidade é a ausência de denúncias às autoridades competentes. A comunicação dos indícios e dos fatos é essencial para que a polícia se movimente para salvar o animal que está sendo maltratado e para dar início ao processo de responsabilização dos agressores.

Atualmente, segue em tramitação na Alepi o Projeto de Lei Ordinária (PLO) nº 315/2025, de autoria do deputado Gessivaldo Isaías (Republicanos), que torna obrigatória a aceitação de animais de estimação de pequeno porte em hotéis, pousadas e estabelecimentos similares no Piauí, em pelo menos 20% das acomodações disponíveis.

Também de autoria do parlamentar, está em análise o projeto que cria o Programa Banco de Ração para Animais Domésticos e seus Utensílios, além do Programa de Apoio ao Protetor Independente de Animais, com foco na captação de doações e na distribuição dos materiais arrecadados.

A Casa Legislativa chegou a aprovar o Projeto de Lei nº 41/23, que proibia o exercício de cargo, emprego ou função pública por pessoas condenadas por crimes de maus-tratos contra animais. A proposta, apresentada pelo deputado Oliveira Neto (PT), foi vetada pelo Poder Executivo, sob a justificativa de vício de inconstitucionalidade, por não estabelecer o prazo da sanção. Para o parlamentar, no entanto, “é inegável o clamor popular por um basta aos maus-tratos”.

Outro projeto em tramitação é o PLO nº 211/2024, de autoria do deputado Fábio Novo (PT), que prevê ações de apoio aos cuidados com animais comunitários — realidade vivida por Orelha antes do crime.

Entre as propostas mais recentes analisadas pela Alepi estão o Projeto de Lei nº 180/25, do deputado João Mádison (MDB), que institui a “Semana Estadual de Conscientização e Prevenção de Doenças em Animais Domésticos Idosos”, e novamente o PLO nº 315/25, que reforça a obrigatoriedade de reserva de vagas para hospedagem de pets em hotéis e pousadas.

Fonte: Com informações da Alepi

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