Saúde

VACINA É PREVENÇÃO

Período chuvoso aumenta casos de viroses no Piauí; médico orienta como se proteger

Sesapi registra 131 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave em 2026; infectologista orienta sobre riscos e cuidados

Por Natalia Costa

Sexta - 13/03/2026 às 10:35



Foto: Reprodução/internet Grupos vulneráveis têm maior risco de internação e morte por doenças respiratórias, diz médico
Grupos vulneráveis têm maior risco de internação e morte por doenças respiratórias, diz médico

Neste período chuvoso no Piauí, nos hospitais registram um aumento de pacientes com gripe, resfriado e crise de rinite. A Secretaria Estadual de Saúde (Sesapi) informou que até março deste ano foram registrados 131 casos de Síndromes Respiratórias Aguda Grave no estado. 

O médico infectologista Luciano Mourão alerta que grupos vulneráveis têm maior risco de internação e morte por doenças respiratórias, que a automedicação pode ser perigosa e que a vacina ainda é a melhor forma de prevenção para as viroses. 

Médico infectologista Luciano Mourão | Foto: reprodução

Segundo o especialista, a alteração térmica do clima, em que chove e depois esquenta, tende a promover um ambiente propício para a proliferação dos agentes causadores dessas infecções. 

"As infecções mais comuns são rinite, gripe, resfriado e lembrando também que, nesse período, nós temos a questão do acúmulo de água que aumenta a proliferação de moscas, mosquitos, que também aumentam a incidência de algumas doenças, principalmente, viroses", afirmou.

Existe uma crença popular de que pegar chuva aumenta o risco de gripe e resfriado. No entanto, o infectologista explica que não é a chuva em si, mas a questão da inversão térmica. Segundo ele, quando uma pessoa já tem um quadro de rinite ou possui alergias, o clima frio cria condições para que o agente causador da doença possa se instalar e provocar o adoecimento.

O universitário Carlos Eduardo está entre esses casos de síndromes gripais registrados neste período. Ele contou que contraiu uma gripe forte, e a febre chegou a 40,8 graus. O estudante teve que ir ao hospital, já que a febre não melhorava com os remédios. 

Foi uma gripe que me deixou muito fraco, fiquei sem me alimentar. Eu acredito que gripei pelo fator do clima, desse período de chuvas. Então essa gripe que eu peguei foi muito forte, porque eram dores de cabeça muito fortes e febre altíssima. Eu tive que ir pro hospital porque a minha febre não passava com os remédios que eu estava tomando em casa. 

Universitário Carlos Eduardo | Foto: arquivo pessoal

Grupos vulneráveis têm maior risco de internação e morte

 Idosos, crianças, gestantes e pessoas imunossuprimidas precisam ter um cuidado especial neste período de alta incidência de doenças respiratórias, pois o risco de complicações é maior, podendo gerar internações e óbitos.

"Que tem a imunidade fraca, pessoas que fazem quimioterapia, que a imunidade também cai, pessoas que usam corticoides, quem tem por exemplo, doenças autoimunes, como lúpus, são pessoas com a imunidade mais fraca, a gente tem que ter um cuidado maior, porque como as defesas estão mais fracas, a tendência é que o agente causador da doença cause muito mais problemas, muito mais complicações, chegando, por exemplo, o paciente ter que ser internado ou ter que ir para o UTI e ter um risco maior aí de ir a óbito", explicou o especialista. 

Automedicação pode ser perigosa

A gente tem que ter muito cuidado com essa prática que é comum aqui na nossa sociedade, que é de se automedicar. É lógico que se os sintomas são leves o paciente tem uma tosse muito leve, não é uma tosse frequente, não tem febre alta, não está sentindo muita dor na garganta, não tá sentindo cansado, sem conseguir fazer as atividades, não perdeu o apetite, ou seja, se ela tiver com uma infecção muito leve, só repouso, tomar muito líquido e tomar medicamentos básicos.

O infectologista Luciano Mourão orienta que o ideal é ingerir medicamentos para diminuir os sintomas, como dipirona para febre e dor. No entanto, se os sintomas forem mais intensos, a automedicação não é indicada. A orientação é ir imediatamente ao hospital para obter o diagnóstico correto e iniciar o tratamento adequado. 

Vacina é a melhor prevenção

Orientações do Ministério da Saúde | Foto: reprodução

 De acordo com o infectologista, o mais importante é manter o calendário vacinal atualizado, pois a vacina é a principal forma de prevenção contra essas doenças respiratórias. No entanto, outras medidas também podem ser adotadas, como higiene das mãos, uso de máscaras e ventilação adequada dos ambientes. 

"Uma noite de sono de qualidade, um sono reparador, se alimentar bem, comidas saudáveis, praticar uma atividade física, evitar tomar bebida alcoólica, principalmente, em excesso, todos os dias. O fumo, o tabagismo também é algo que pode trazer complicações. E ter cuidado com as doenças crônicas", finaliza.

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