Avanço na saúde requer trabalho conjunto entre União, Estado e municípios

Francisco Limma defende envolvimento de ministério e municípios para resolução do problema


Dep Francisco Limma

Dep Francisco Limma Foto: Ascom

O deputado Francisco Limma, líder do governo na Assembleia Legislativa, subiu à tribuna, na sessão desta terça-feira (28), para tratar da sobrecarga de pacientes no Hospital Regional Tibério Nunes, em Floriano.

Limma defende o envolvimento do Ministério da Saúde e dos municípios para a resolução do problema, destacando que o Governo do Estado vem realizando investimentos para a evolução do atendimento no Hospital, mas a demanda tem crescido muito, inclusive por conta da ampliação dos serviços prestados.

Somente nos primeiros meses de 2019, o Hospital registrou um aumento de 77,4% no número de atendimentos em comparação com o mesmo período do ano passado. Foram mais de 47 mil atendimentos entre janeiro e abril deste ano.

"O Hospital de Floriano está sendo a porta de entrada do Sul do Estado, atendendo pacientes de mais de 200 municípios, inclusive de outros estados como o Maranhão e o Tocantins. Precisamos cobrar de todos os entes, inclusive do Ministério da Saúde, medidas que ajudem a solucionar essa questão", afirma Francisco Limma.

O parlamentar destaca que uma série de investimentos no Hospital Regional Tibério Nunes transformaram a unidade numa referência em média e alta complexidade no Piauí, aproximando esses serviços da população e aumentando a procura, o que sobrecarregou o Hospital.

Em 2018, de um total de pacientes transferidos no Piauí, 33,53% foram encaminhados para o Tibério Nunes. Foram 6.145 pacientes alocados, quase seis vezes mais o que recebeu o Hospital de Urgência de Teresina (HUT), que teve 1.314 pacientes recebidos, via regulação estadual.

"O HUT está recebendo a maior parte dos recursos do SUS para o Estado, mas presta apenas 25% do serviço. Ou seja, a questão da regulação dos pacientes também precisa ser debatida", explica o deputado.

"Ao mesmo tempo, o Hospital Tibério Nunes oferece, hoje, uma série de novos serviços que ainda não foram habilitados pelo Ministério da Saúde, o que significa dizer que a União não está fazendo repasses para a manutenção desses serviços", acrescenta o líder do governo.

Para Francisco Limma, é necessário um esforço conjunto entre União, Estado e municípios para a resolução da questão. "Só podemos tratar o problema de um hospital se tratarmos de toda a rede. É preciso reconhecer os avanços nos serviços em Saúde oferecidos pelos hospitais regionais do Piauí de 2015 para cá, e envolver União, Estado e municípios no trabalho pela melhoria do acesso à Saúde no Piauí", finaliza.

Fonte: Ascom

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