Política

SOBERANIA E DEMOCRACIA

Ato na Praça Pedro II lembra o 8 de Janeiro e protesta contra ataques dos EUA à Venezuela

No aniversário do 8 de Janeiro, movimentos no Piauí e no Brasil protestam contra anistia a golpistas, contra os ataques à Venezuela

Da Redação

Terça - 06/01/2026 às 08:55



Foto: Redes sociais Atos pelo Brasil lembram e repudiam atos golpistas
Atos pelo Brasil lembram e repudiam atos golpistas

TERESINA – Na próxima quinta-feira (08/01), data que marca três anos dos ataques golpistas às sedes dos Três Poderes em Brasília, será realizado um ato político-cultural unificado, na Praça Pedro II, no Centro de Teresina, a partir das 16 horas. A mobilização, que integra uma jornada nacional de protestos, é convocada por movimentos sociais e partidos políticos de esquerda sob três bandeiras centrais: a defesa intransigente da democracia brasileira, o repúdio a qualquer forma de anistia para os envolvidos na tentativa de golpe de Estado de 2023 e a condenação às interferências externas na América Latina, com foco especial nas sanções dos Estados Unidos contra a Venezuela.

O 8 de janeiro de 2023 entrou para a história como o dia em que hordas violentas, incitadas por lideranças da extrema-direita derrotada nas urnas, invadiram e depredaram o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal (STF). O objetivo claro era subverter a ordem democrática e a constituição, tentando impedir a posse legítima do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O saldo das investigações do STF, conforme dados atualizados do tribunal, foi a prisão de mais de 1.4 mil pessoas, com dezenas de condenações já firmadas, incluindo dos principais articuladores.

Entretanto, a luta pela responsabilização completa permanece. Setores golpistas e seus representantes no Congresso continuam articulando medidas para barrar a punição. A principal delas é o Projeto de Lei da Dosimetria, amplamente considerado uma anistia disfarçada aos terroristas. Apesar do veto presidencial, a pressão para sua derrubada no Legislativo mantém a sociedade civil em alerta, alimentando a necessidade de mobilizações como a de quinta-feira.

O ato, que carrega o nome "BRASIL SOBERANO, AMÉRICA LATINA LIVRE", vai além da pauta nacional. Ele visa também denunciar o cerco internacional e as sanções unilaterais impostas pelos Estados Unidos à Venezuela, entendidas pelos organizadores como uma invasão econômica e uma violação grave da soberania e do direito à autodeterminação dos povos.

Impacto das sanções e a soberania 

Baseando-se em relatórios de organismos internacionais como a CEPAL e a ONU, especialistas apontam que o bloqueio econômico afeta setores estratégicos venezuelanos, como o petróleo, agravando a crise humanitária, pressionando os sistemas de saúde e migratórios de países vizinhos e fragilizando mecanismos de integração regional. Para o Brasil, a instabilidade na Venezuela tem reflexos diretos na fronteira, no comércio bilateral e no próprio debate político interno, desafiando princípios históricos da política externa brasileira, como a não-intervenção.

A manifestação em Teresina, seguindo o formato de atos político-culturais que ganharam visibilidade nacional, contará com atrações musicais regionais. Seu propósito é reafirmar que democracia e soberania são pilares inegociáveis. A mensagem é clara: a sociedade brasileira, começando por suas bases organizadas no Piauí, permanecerá vigilante contra a impunidade dos golpistas domésticos e contra qualquer tentativa de submeter a América Latina a tutelas estrangeiras.

Fonte: Organização do ato

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