Política

PREVENÇÃO DE ACIDENTES

Alepi debate medidas para evitar intoxicações por produtos corrosivos no Piauí

Audiência proposta por Limma ocorre nesta segunda-feira (14) e discutirá ações para proteger principalmente crianças

Da Redação

13 de setembro de 2026 às 12:21 ▪ Atualizado há 32 minutos

Ver resumo
  • Audiência pública na Assembleia Legislativa do Piauí discutirá o uso e armazenamento de produtos cáusticos e corrosivos.
  • Proposta do deputado Francisco Limma, a audiência busca reduzir acidentes e intoxicações.
  • Criação do Pacto Piauiense Fora Cáusticos é um dos focos principais.
  • Produtos cáusticos representam 7,2% das intoxicações em crianças, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria.
  • Crianças menores de cinco anos são as mais afetadas.
  • A proposta prevê colaboração entre órgãos públicos, sociedade civil e setor privado.
  • Medidas envolvem melhor informação, fiscalização e armazenamento seguro.
  • Prevenção doméstica: armazenar produtos perigosos fora do alcance de crianças.
  • Francisco Limma destaca a necessidade de soluções concretas e colaboração para proteção infantil.

Divulgação Francisco Limma é um dos parlamentares mais influente e atuantes da Alepi
Francisco Limma é um dos parlamentares mais influente e atuantes da Alepi

O uso e o armazenamento de produtos cáusticos e corrosivos serão discutidos nesta segunda-feira (14), durante uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi). O encontro, proposto pelo deputado estadual Francisco Limma, começa às 9h30, no plenário da Casa, e pretende reunir representantes do poder público e da sociedade para discutir formas de reduzir acidentes e intoxicações.

Entre os principais focos da audiência está a criação do Pacto Piauiense Fora Cáusticos, iniciativa que busca estabelecer uma atuação conjunta para prevenir ocorrências envolvendo substâncias capazes de provocar queimaduras e lesões graves quando ingeridas ou em contato com o organismo.

A preocupação é ainda maior no caso de crianças pequenas. Dados da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) apontam que produtos de limpeza e outras substâncias químicas representaram 7,2% das intoxicações notificadas entre crianças.

Segundo a entidade, os acidentes com produtos cáusticos e corrosivos são mais frequentes entre crianças menores de cinco anos. A ingestão dessas substâncias pode provocar queimaduras na boca, no esôfago e no estômago, além de outras complicações.

Pacto pretende reunir diferentes setores

A proposta que será discutida na Alepi prevê a participação de diferentes segmentos na construção de estratégias de prevenção. Devem ser considerados aspectos relacionados à informação, fiscalização, comercialização e armazenamento adequado dos produtos.

A ideia é envolver órgãos públicos, profissionais da área da saúde, entidades de fiscalização, sociedade civil, estabelecimentos comerciais e o setor produtivo na busca por medidas que reduzam os riscos de acidentes.

A prevenção dentro de casa também é apontada como uma das formas de diminuir a exposição das crianças. A Sociedade Brasileira de Pediatria orienta que produtos potencialmente perigosos sejam mantidos nas embalagens originais, guardados em locais fechados e fora do alcance dos menores.

Além do risco de ingestão, o contato direto com substâncias corrosivas pode causar lesões graves, o que reforça a necessidade de cuidados tanto no armazenamento quanto na comercialização desses produtos.

Para Francisco Limma, a discussão precisa envolver diferentes setores para que as medidas de proteção sejam efetivas.

“Precisamos unir forças para encontrar soluções que evitem novos acidentes e protejam nossas crianças”, afirma o deputado.