Política

ACESSIBILIDADE ELEITORAL

Acessibilidade nas eleições de 2026 será aprimorada, dizem debatedores

Audiência pública discute melhorias para eleitores com deficiência no Brasil

Teresinha Ferreira

03 de setembro de 2026 às 16:01 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • Audiência pública discutiu os direitos de eleitores com deficiência para as eleições de 2026.
  • Foco em acessibilidade para deslocamento, deficientes intelectuais e mobilidade reduzida.
  • Senador Flávio Arns propôs enviar relatório ao TSE com sugestões de melhorias.
  • Propostas incluem atendimento em Libras, capacitação de mesários e adequação de seções eleitorais.
  • TSE planeja ampliar recursos para surdos e deficientes visuais, incluindo cão-guia na cabine.
  • Críticas destacaram a importância de acesso físico e representatividade política.
  • Debate incluiu sugestões via Portal e-Cidadania para garantir acessibilidade plena.

Senado Notícias Acessibilidade nas eleições de 2026
Acessibilidade nas eleições de 2026

Os direitos das pessoas com deficiência nas eleições de 2026 foram debatidos em uma audiência pública da Comissão de Direitos Humanos (CDH) nesta quinta-feira (3). Discussões incluíram condições de deslocamento até zonas de votação e mecanismos de acessibilidade para deficientes intelectuais e pessoas com mobilidade reduzida.

O senador Flávio Arns (PSB-PR), autor do requerimento, informou que enviará ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um relatório com sugestões dos debatedores, visando a implantação rápida dessas melhorias. As sugestões incluem aprimoramento do atendimento em Libras, capacitação de mesários, acessibilidade cognitiva e adequação de seções eleitorais.

William Akerman, diretor do TSE, destacou a ampliação de recursos para surdos e deficientes visuais, a serem implementados em outubro. Novidades incluem autorização de cão-guia na cabine e uma barra de progresso na urna eletrônica. Intérpretes de Libras também mostrarão quando houver voto em branco, nulo e de legenda.

O atraso na implementação de medidas de acessibilidade foi criticado por Abrão Dib, presidente da Associação Nacional de Apoio às Pessoas com Deficiência. Ele destacou a importância de garantir não só o acesso físico, mas também a representatividade política.

Gustavo Façanha, da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down, afirmou que inclusão vai além da presença nos locais de votação, mas envolve a participação ativa na sociedade e o desenvolvimento da autonomia.

A audiência contou com a participação de vários representantes de associações e do público, que enviaram suas sugestões através do Portal e-Cidadania, enfatizando a urgência da acessibilidade plena nas eleições futuras.

Fonte: Senado Notícias