Rodrigo Maia chama Moro de 'empregado de Bolsonaro'

Presidente da Câmara disse que o ministro copiou e colou projeto da lei anti-crime


O ministro Sérgio Moro é acusado de copiar projetos

O ministro Sérgio Moro é acusado de copiar projetos Foto: Agência Brasil

Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, criticou duramente, nesta quarta-feira (20) uma suposta interferência do ministro da Justiça, Sérgio Moro, na apresentação do pacote de projetos anti-crime na Câmara.

Na avaliação de Maia, Moro descumpriu um acordo do governo ao sugerir, nessa quarta-feira (30), durante o lançamento da Frente Parlamentar da Segurança, que  o pacote anti-crime tramite ao mesmo tempo que o projeto da reforma da Previdência.

O presidente da Câmara comentou sobre o assunto após reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes, no começo da tarde.

Rodrigo Maia detonou o ministro da Justiça. Ele disse que Moro conhece pouco a política. "Eu sou presidente da Câmara e ele é ministro de Bolsonaro, é um empregado do presidente Bolsonaro. Quem tem que dialogar comigo é o presidente. Ele está confundindo as bolas. Ele não é presidente da República, não foi eleito pra isso. É uma situação ruim para ele, porque tá passando dos limites daquilo que é da responsabilidade dele", alertou o presidente da Câmara.

Rodrigo Maia também acusou Sérgio Moro de copiar partes dos projetos sugeridos por uma comissão coordenada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal - STF. 

"Tem poucas novidades no projeto dele. Nós vamos pensar em outro projeto. O projeto prioritário é o do ministro Alexandre Moraes e vamos votar no momento adequado, depois que tiver votado à reforma da Previdência", disse Maia.

O deputado considera um erro grave a tentativa de Moro de  interferir na escolha de relatores de projetos em tramitação na Câmara. "Dizem que aqui, no Parlamento, quando a gente tenta interferir no governo é toma lá dá cá. Mas quando eles querem interferir por aqui não é toma lá, dá cá?", questionou Maia.

Rodrigo Maia disse que vai dar prosseguimento ao projeto que trata do combate ao tráfico de drogas e armas, porque essa é uma prioridade da Câmara desde o ano passado, antes de Moro "pensar em ser ministro".

Na sexta-feira da semana passada, o deputado determinou a criação de um grupo de trabalho, formado por sete deputados, para analisar as mudanças promovidas na legislação penal e processual penal por três projetos de lei.

Rodrigo disse que o pacote anti-crime, que trata do combate ao Crime Organizado,  ao tráfico de drogas e a corrupção só será votado após a reforma da Previdência.

Fonte: Rádio Câmara

Próxima notícia

Dê sua opinião: