Bolsonaro retorna ao seu grupo e retomada velha política do toma lá, dá cá

O governo deve ceder a reivindicações de parlamentares que querem alterar o organograma da Esplanada


Bolsonaro no Congresso Nacional, ao lado dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e Senado, Davi Alcolumbre

Bolsonaro no Congresso Nacional, ao lado dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e Senado, Davi Alcolumbre Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

O governo Jair Bolsonaro deve ceder a algumas reivindicações de parlamentares que querem alterar o organograma da Esplanada, para manter em 22 o número de ministérios. Quem acompanha as negociações diz que o Planalto pretende atender já na comissão especial que analisa o tema ao menos quatro das oito mudanças que estão em discussão.

A Funai, por exemplo, deve retornar ao Ministério da Justiça e o registro sindical, que hoje está na pasta de Sergio Moro, será atrelado ao da Economia.

Bolsonaro admite ainda recriar o Conselho de Segurança Alimentar e recuar no monitoramento de ONGs. Outras propostas, mais polêmicas, como a transferência do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) das mãos de Moro para as de Paulo Guedes (Economia), ficariam para a análise do plenário.

Em troca, de acordo com aliados de Davi Alcolumbre (DEM-AP), presidente do Senado, as primeiras propostas de privatização de estatais vão chegar à Casa no início do segundo semestre. A expectativa é a de que Correios e EPL (Empresa de Planejamento e Logística) inaugurem a lista.

Fonte: Revista Forum

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