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CRIPTOMOEDAS

Seis pessoas são presas em operação contra golpes virtuais no Piauí

Ação investiga esquema de fraude com criptomoedas e lavagem de dinheiro que causou prejuízo de R$ 250 mil a uma vítima

Da Redação

28 de outubro de 2026 às 09:13 ▪ Atualizado há 34 minutos

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  • A Operação Cripto-Quimera resultou na prisão de seis pessoas em Parnaíba, Piauí.
  • A ação foi contra um grupo suspeito de golpes virtuais e lavagem de dinheiro.
  • Foi coordenada pela Polícia Civil de Goiás, com apoio de forças do Piauí e São Paulo.
  • Foram expedidos 14 mandados de prisão temporária e 19 de busca e apreensão.
  • As operações ocorreram em municípios do Piauí e de São Paulo.
  • O golpe com criptomoedas causou um prejuízo de R$ 250 mil.
  • Investigação começou após um golpe em Goiânia, em março de 2023.
  • Criminosos usaram redes sociais para divulgar falsas oportunidades de investimento.
  • Esquema envolvia divisão de tarefas para dificultar o rastreamento do dinheiro.
  • Dinheiro era movimentado em contas de empresas recém-criadas e fragmentado.
  • Operação prevê o bloqueio de bens e valores relacionados ao prejuízo.
  • Suspeitos podem responder por fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
  • Destacada a importância da cooperação entre forças policiais para combater crimes digitais.

SSP-PI / Fotomontagem Piauí Hoje Suspeitos de golpes virtuais são presos em Parnaíba
Suspeitos de golpes virtuais são presos em Parnaíba

A Operação Cripto-Quimera resultou na prisão de seis pessoas em Parnaíba, no litoral do Piauí, nesta quarta-feira (28), durante uma ação contra um grupo criminoso investigado por golpes virtuais e lavagem de dinheiro. A operação foi coordenada pela Polícia Civil de Goiás, com participação da Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) e de forças policiais de São Paulo.

Ao todo, foram expedidos 14 mandados de prisão temporária e 19 de busca e apreensão. As diligências ocorreram em Parnaíba e nos municípios paulistas de São Paulo, Guarulhos, Osasco e Guarujá. No Piauí, além das prisões, foram apreendidos aparelhos celulares que passarão por análise e poderão contribuir com outras investigações.

Golpe com criptomoedas causou prejuízo de R$ 250 mil

As investigações começaram após um golpe registrado em Goiânia (GO), em março de 2023. Na ocasião, criminosos invadiram o perfil de uma pessoa próxima à vítima em uma rede social e passaram a divulgar falsas oportunidades de investimento em criptomoedas, com promessas de rendimentos elevados e imediatos.

A vítima acreditou na oferta e iniciou contato com os supostos representantes de uma plataforma de investimentos. Durante as conversas, foi convencida a instalar um aplicativo de suporte e acesso remoto no celular, sob a justificativa de receber ajuda para configurar uma carteira digital.

Com o acesso ao aparelho, os investigados realizaram diversas transferências bancárias em um período de 24 horas, movimentando R$ 477.083,79. Desse total, R$ 226.978,46 foram estornados. O prejuízo efetivo chegou a R$ 250.105,33.

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Como funcionava o esquema

Segundo a investigação, o grupo possuía divisão de tarefas e utilizava diferentes mecanismos para dificultar o rastreamento dos valores obtidos ilegalmente.

O esquema funcionava em etapas. Inicialmente, o dinheiro era depositado em contas bancárias vinculadas principalmente a empresas recém-constituídas ou supostamente utilizadas para simular operações comerciais legítimas.

Depois, os recursos eram fragmentados e transferidos para uma segunda rede de beneficiários em diferentes estados. Na etapa seguinte, o dinheiro circulava por meio de pequenas transações, transferências entre integrantes do grupo, movimentações em contas de estabelecimentos comerciais e saques em espécie.

As apurações também identificaram, entre pessoas envolvidas na movimentação financeira, indivíduos com registros criminais por tráfico de drogas, roubo majorado, receptação e estelionato.

Operação prevê bloqueio de bens e valores

A ação também prevê o sequestro judicial de bens e valores de aproximadamente R$ 250 mil, quantia relacionada ao prejuízo causado à vítima. A medida busca assegurar recursos para uma eventual reparação financeira e impedir a utilização de patrimônio relacionado às atividades investigadas.

Os suspeitos poderão responder, conforme a participação de cada um, por fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

O superintendente de Operações Integradas da SSP-PI, delegado Matheus Zanatta, destacou a importância da cooperação entre as forças policiais para investigar crimes digitais e esquemas financeiros que ultrapassam as fronteiras estaduais.

“A integração entre as forças de segurança é essencial para combater grupos criminosos que utilizam ferramentas digitais para aplicar golpes e movimentar recursos ilícitos”, afirmou.

A Operação Cripto-Quimera foi coordenada pelo Grupo de Repressão a Estelionato e Outras Fraudes (GREF), da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC) da Polícia Civil de Goiás, com apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública e das polícias civis do Piauí e de São Paulo.

Fonte: SSP-PI



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