BRIGA DE FACÇÃO
Da Redação
23 de julho de 2026 às 11:22 ▪ Atualizado há 28 minutos
A Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP) informou que 15 pessoas foram presas e oito morreram em confrontos com a polícia durante operações realizadas para prender os envolvidos no ataque que matou uma mulher grávida e o filho dela, em São João Batista, a 291 km de São Luís, no Maranhão. O balanço foi divulgado nesta quarta-feira (22), durante uma coletiva de imprensa.
Segundo a SSP, pelo menos 20 pessoas são investigadas por participação no crime, que aconteceu no dia 10 de julho. Entre as vítimas estavam Samira Costa Correia, que estava grávida de três meses, e o filho dela, Yan Kaleb Costa Santos, de 4 anos. O bebê que a mulher esperava também morreu.
De acordo com a polícia, os corpos foram encontrados carbonizados dentro da casa, que foi incendiada após o ataque. A principal suspeita é que o crime tenha sido cometido por integrantes da facção criminosa Comando Vermelho.
Os investigados poderão responder por duplo homicídio, aborto e participação em organização criminosa. A SSP informou que cinco operações já foram realizadas desde o crime e que o inquérito policial segue em andamento.
Segundo as investigações, os criminosos invadiram a casa à procura do marido de Samira. A polícia afirma que ele teria integrado o Comando Vermelho e depois mudado para outra facção criminosa, o que teria motivado uma vingança.
O homem não estava no imóvel no momento do ataque. Como não foi encontrado, os criminosos teriam atacado os familiares que estavam na residência.
A perícia foi realizada para identificar se as vítimas morreram durante o incêndio ou se já estavam sem vida quando a casa foi incendiada.
A Secretaria de Segurança Pública informou que o marido de Samira colaborou com a investigação e passou a ser tratado como testemunha.
Segundo a SSP, ele ajudou a identificar alguns dos suspeitos presos durante as operações e poderá ser incluído no programa estadual de proteção a testemunhas.
Ainda conforme a secretaria, ele nega ter feito parte de qualquer facção criminosa.
A SSP afirmou que as operações fazem parte das ações de combate às facções criminosas no Maranhão e que novas diligências poderão ser realizadas para localizar os demais envolvidos.
O órgão informou ainda que mantém contato com familiares das vítimas para repassar informações sobre o andamento das investigações e prestar apoio à família.
O crime aconteceu em 10 de julho de 2026, na zona rural de São João Batista, no Maranhão.
Segundo a Polícia Militar, cerca de 15 homens armados invadiram três imóveis da mesma família. Apenas uma das casas estava ocupada. No local estavam Samira Costa Correia e o filho, Yan Kaleb Costa Santos.
De acordo com as investigações, os criminosos atiraram contra as vítimas e, em seguida, incendiaram a residência. Os corpos da mulher, da criança e do bebê que ela esperava foram encontrados carbonizados.
Moradores acionaram o Hospital Municipal, que comunicou a Polícia Militar sobre o incêndio. Desde então, a polícia realiza operações para identificar e prender todos os envolvidos no crime.
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