OPERAÇÃO CHIP FALSO II
Da Redação
20 de agosto de 2026 às 08:25 ▪ Atualizado há 57 minutos
Lívio Fernando de Oliveira Sousa, conhecido como Lívio da Caverna, foi preso na manhã desta quinta-feira (20), em Teresina, durante a segunda fase da Operação Chip Falso. Ele é apontado pela Polícia Civil como mentor e líder de um grupo investigado por fraudes eletrônicas, invasões de sistemas e golpes praticados por meio da técnica conhecida como SIM Swap.
Considerado foragido desde a primeira etapa da operação, deflagrada em julho, Lívio foi localizado em uma residência no bairro Três Andares, na zona Sul da capital. Segundo as investigações, o esquema teria provocado prejuízos de pelo menos R$ 500 mil a vítimas em diferentes estados brasileiros.
O delegado Humberto Márcola, do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), afirmou que Lívio exercia uma posição de comando dentro da organização. De acordo com a investigação, ele seria responsável por recrutar pessoas e oferecer dinheiro para que seus dados biométricos fossem utilizados de forma irregular em cadastros vinculados às operadoras de telefonia.
As pessoas investigadas por fornecer esses cadastros, segundo o delegado, já teriam prestado depoimentos apontando a atuação de Lívio no aliciamento.
A operação investiga um grupo suspeito de utilizar o golpe conhecido como SIM Swap, fraude em que criminosos conseguem transferir, sem autorização, o número de telefone da vítima para outro chip. Com o controle da linha, eles passam a receber códigos de segurança enviados por SMS e conseguem acessar contas bancárias, aplicativos e perfis em redes sociais.
Segundo a Polícia Civil, os investigados também são suspeitos de realizar transferências indevidas, fazer compras utilizando cartões das vítimas e assumir contas de WhatsApp para aplicar golpes contra familiares e contatos.
Foragido desde a primeira fase
A primeira fase da Operação Chip Falso foi realizada no dia 15 de julho e resultou no cumprimento de 30 mandados judiciais e na prisão de 10 pessoas. Lívio estava entre os suspeitos que não haviam sido localizados e passou a ser procurado pela polícia. Ele é companheiro de Rosana Rodrigues da Silva, presa após se apresentar à polícia no dia 30 de julho.
Nesta quinta-feira, durante a segunda fase da operação, foram cumpridos 32 mandados judiciais. Seis pessoas foram presas, enquanto outros investigados ainda são procurados.
Ainda conforme o delegado Humberto Márcola, Lívio já havia sido baleado em outra situação no início deste ano. No momento da prisão, ele não apresentou resistência.
A Polícia Civil segue apurando a participação de outros envolvidos e o número total de vítimas do esquema, que já foram identificadas em estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e Ceará.
Fonte: Polícia Civil
VIOLÊNCIA DOMESTICA
CONDENAÇÃO
MORTE INVESTIGADA
INVESTIGAÇÃO
AMEAÇA E EXTORSÃO
MORTE EM PRESÍDIO