Um policial militar do Piauí, identificado como Carlos Nascimento, foi preso, suspeito de integrar um esquema de fraudes em concursos públicos do Tribunal de Contas e do Tribunal de Justiça de Pernambuco. O cabo, lotado no 20º Batalhão da Polícia Militar de Paulistana (PI), fornecia pontos eletrônicos e celulares adaptados a candidatos que iriam realizar as provas.
A informação foi divulgada em coletiva de imprensa na quinta-feira (26) pela Polícia Civil de Pernambuco. Ao todo, nove pessoas foram presas, entre elas três policiais militares e um guarda municipal.
Segundo a polícia, além dos pontos eletrônicos, a quadrilha também disponibilizava celulares que não eram detectados pelos equipamentos de segurança utilizados nos locais de aplicação das provas.
A Corregedoria da PMPI informou que o cabo está detido em um presídio militar de Petrolina (PE) e aguarda audiência de custódia, quando a Justiça decidirá se ele continuará preso. O órgão também informou que irá analisar a documentação da prisão e avaliar a abertura de um conselho disciplinar para apurar a conduta do policial.
Operação da PC-PE | Foto: PC-PE
Como funcionava o esquema de fraudes
Duas operações da Polícia Civil de Pernambuco, realizadas na quarta-feira (25), resultaram na prisão do líder e de outros integrantes da organização criminosa. O grupo atuava em concursos do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) e do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), cujas provas ocorreram em 2025.
De acordo com as investigações, os candidatos chegavam a pagar até R$ 70 mil para contratar os serviços da quadrilha. Entre as “facilidades” oferecidas estavam cópias de gabaritos, uso de “clones”, pessoas que faziam a prova no lugar do candidato e equipamentos de transmissão de respostas.
A forma como os clientes tinham acesso à organização ainda está sendo apurada. Já o modelo de pagamento seguia um padrão nos casos investigados.
Uma primeira parcela, entre R$ 3 mil e R$ 5 mil, era paga antes da realização das provas, para custear a compra de dispositivos eletrônicos e a logística do esquema. O restante era quitado somente após a aprovação do candidato e a posse no cargo.
Esse valor final podia chegar a até 20 vezes o salário inicial líquido da função conquistada, podendo alcançar cerca de R$ 70 mil.
A Polícia Civil de Pernambuco não detalhou quais concursos e estados foram afetados, já que as investigações continuam em andamento.
O Portal Piauí procura a defesa do PM.
Fonte: Polícia Civil de Pernambuco
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