Polícia

FRAUDE EM CONCURSOS

Policial militar do Piauí é preso suspeito de fraudar concursos públicos por até R$ 70 mil

Cabo fornecia equipamentos eletrônicos para candidatos e fazia parte de organização que atuava em seleções do TCE-PE e TJPE

Da Redação

Sexta - 27/03/2026 às 09:08



Foto: PC-PE Policial militar do Piauí é preso suspeito de integrar esquema de fraudes em concursos públicos em Pernambuco.
Policial militar do Piauí é preso suspeito de integrar esquema de fraudes em concursos públicos em Pernambuco.

Um policial militar do Piauí, identificado como Carlos Nascimento, foi preso, suspeito de integrar um esquema de fraudes em concursos públicos do Tribunal de Contas e do Tribunal de Justiça de Pernambuco. O cabo, lotado no 20º Batalhão da Polícia Militar de Paulistana (PI), fornecia pontos eletrônicos e celulares adaptados a candidatos que iriam realizar as provas.

A informação foi divulgada em coletiva de imprensa na quinta-feira (26) pela Polícia Civil de Pernambuco. Ao todo, nove pessoas foram presas, entre elas três policiais militares e um guarda municipal.

Segundo a polícia, além dos pontos eletrônicos, a quadrilha também disponibilizava celulares que não eram detectados pelos equipamentos de segurança utilizados nos locais de aplicação das provas.

A Corregedoria da PMPI informou que o cabo está detido em um presídio militar de Petrolina (PE) e aguarda audiência de custódia, quando a Justiça decidirá se ele continuará preso. O órgão também informou que irá analisar a documentação da prisão e avaliar a abertura de um conselho disciplinar para apurar a conduta do policial.

Operação da PC-PE | Foto: PC-PE

Como funcionava o esquema de fraudes

Duas operações da Polícia Civil de Pernambuco, realizadas na quarta-feira (25), resultaram na prisão do líder e de outros integrantes da organização criminosa. O grupo atuava em concursos do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) e do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), cujas provas ocorreram em 2025.

De acordo com as investigações, os candidatos chegavam a pagar até R$ 70 mil para contratar os serviços da quadrilha. Entre as “facilidades” oferecidas estavam cópias de gabaritos, uso de “clones”, pessoas que faziam a prova no lugar do candidato e equipamentos de transmissão de respostas.

A forma como os clientes tinham acesso à organização ainda está sendo apurada. Já o modelo de pagamento seguia um padrão nos casos investigados.

Uma primeira parcela, entre R$ 3 mil e R$ 5 mil, era paga antes da realização das provas, para custear a compra de dispositivos eletrônicos e a logística do esquema. O restante era quitado somente após a aprovação do candidato e a posse no cargo.

Esse valor final podia chegar a até 20 vezes o salário inicial líquido da função conquistada, podendo alcançar cerca de R$ 70 mil.

A Polícia Civil de Pernambuco não detalhou quais concursos e estados foram afetados, já que as investigações continuam em andamento.

O Portal Piauí procura a defesa do PM.

Fonte: Polícia Civil de Pernambuco

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