Polícia

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

PM suspeito de agredir jornalista é solto e tem porte de arma suspenso

Jornalista pediu socorro em grupo de whatsapp com outros profissionais da comunicação

Da Redação

30 de abril de 2026 às 18:14 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • O policial militar Gabriel Veras Tomaz Silva foi preso por suspeita de agredir e manter sua ex-namorada, Jordana Carvalho, em cárcere privado.
  • Ele foi libertado após audiência de custódia, mas teve o porte de arma suspenso e deve cumprir medidas protetivas.
  • A defesa da jornalista, representada por Smailly Carvalho, buscará a instalação de uma tornozeleira eletrônica e a retirada da posse de arma do policial.
  • A Polícia Militar do Piauí abriu uma sindicância para investigar a conduta do agente.
  • A denúncia descreve uma série de violências ocorridas dentro do apartamento, incluindo estrangulamento, agressões físicas e tentativas de abuso sexual.
  • O policial teria usado uma arma para intimidar a jornalista.
  • A vítima conseguiu pedir socorro por mensagens no WhatsApp, o que levou ao seu resgate.
  • A jornalista recebeu assistência na Casa da Mulher Brasileira.
  • Apesar de um histórico de violência psicológica, ela não havia feito denúncias por medo.

Policial suspeito de violência doméstica contra jornalista é autuado e preso, diz PM-PI
Policial suspeito de violência doméstica contra jornalista é autuado e preso, diz PM-PI

O policial militar Gabriel Veras Tomaz Silva, preso no domingo (26), suspeito de agredir e manter a ex-namorada, a jornalista Jordana Carvalho, em cárcere privado, foi posto em liberdade após audiência de custódia nesta quinta-feira (30). Embora solto, o policial teve o porte de arma de fogo suspenso e deve cumprir medidas protetivas.

O advogado da jornalista, Smailly Carvalho, afirmou que solicitará a instalação imediata de tornozeleira eletrônica no PM. "Não estamos satisfeitos. Vamos ingressar com o pedido para que ele use tornozeleira e para retirar a posse de arma dele enquanto cumpre a medida protetiva", declarou a defesa. Paralelamente, a Polícia Militar do Piauí informou a abertura de uma sindicância para apurar a conduta do agente e verificar possíveis irregularidades disciplinares dentro da corporação.

A denúncia detalha uma sequência de violência que durou o dia inteiro dentro do apartamento onde o casal vivia. A vítima relatou ter sofrido estrangulamentos repetidos, ter sido arremessada contra móveis e paredes, além de sofrer tentativas de abuso sexual e humilhações. Segundo a família, o policial utilizou sua arma de fogo para intimidar a jornalista, manipulando munições e ameaçando tirar a vida dela e a dele.

O cárcere privado só chegou ao fim durante a noite, quando a jornalista conseguiu enviar mensagens de socorro em um grupo de WhatsApp de colegas de profissão e acionar o 190. Após a chegada das equipes da PM, ela foi resgatada e encaminhada à Casa da Mulher Brasileira, onde recebeu assistência especializada. Familiares revelaram que, embora houvesse um histórico de violência psicológica desde 2022, a vítima nunca havia denunciado o agressor anteriormente por medo.

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