LUTA CLANDESTINA

Polícia indicia quatro pessoas pela morte de lutador em Teresina

Segundo o delegado Menandro Pedro, do 7º Distrito Policial, todos os quatro indiciados possuem formação na área da saúde


Jonas Andrade morreu após levar golpes na cabeça

Jonas Andrade morreu após levar golpes na cabeça Foto: Reprodução Redes Sociais

A Polícia Civil do Piauí indiciou quatro pessoas por crime contra a saúde pública em função da luta clandestina realizada no dia 24 de abril, no bairro Itaperu, zona Norte de Teresina e que terminou com a morte do lutador Jonas de Andrade Carvalho.

Segundo o delegado Menandro Pedro, do 7º Distrito Policial, todos os quatro indiciados possuem formação na área da saúde. Os organizadores do evento podem ser indiciados por homicídio culposo caso o laudo do Instituto de Medicinal Legal aponte a morte da vítima por traumatismo craniano.

“São quatro pessoas indiciadas que estavam no local, que era irregular e não tinha como funcionar uma academia. Desses indiciados, todos são da área da saúde, um enfermeiro, uma enfermeira, um radiologista e uma fisioterapeuta, eles todos têm obrigação de saber que um evento daqueles com várias pessoas não é regular”, disse o delegado.

O local onde acontecia o evento também não cumpria as medidas sanitárias previstas pelos decretos estadual e municipal. Ao sofrer o desmaio, o lutador foi levado para o Hospital do Buenos Aires e ao chegar recebeu massagem cardíaca e injeção de noradrenalina durante 40 minutos, mas morreu após duas paradas cardíacas.

“A profissional de Saúde afirmou que as características são que o paciente apresentava traumatismo craniano”, afirma Menandro Pedro.

ENTENDA O CASO

Um homem identificado como Jonas de Andrade Carvalho Filho, de 34 anos, morreu durante uma luta de boxe na noite de sábado (24), na Academia Fundo de Quintal, no bairro Itaperu, zona Norte de Teresina. Durante o embate com o adversário, Jonas sofreu vários golpes na região da cabeça e morreu, após sofrer uma parada cardíaca no hospital do Buenos Aires, para onde foi encaminhado.

Os organizadores afirmaram que o evento não era clandestino e que havia árbitros e paramédicos para emergências. Porém, o decreto estadual de 18 de abril proíbe qualquer tipo de evento, desde espaços públicos ou privados, que promovam aglomerações. 

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