Polícia

CRIME ORGANIZADO

Polícia Federal prende 23 suspeitos de monopólio de internet no Rio

Operação Backbone combate controle ilegal de internet por facção criminosa nas comunidades cariocas.

Da Redação

19 de outubro de 2026 às 11:56 ▪ Atualizado há 2 minutos

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  • A Polícia Federal realiza a operação Backbone no Rio de Janeiro.
  • Estão sendo cumpridos 23 mandados de prisão preventiva e 24 de busca e apreensão.
  • O objetivo é desmantelar um esquema criminoso de monopólio de internet pelo Comando Vermelho.
  • Até as 9h15, 19 suspeitos foram presos.
  • A facção controla a oferta de internet nos complexos do Alemão, Penha e Chapadão.
  • Usam de violência e ameaças para manter o controle, prejudicando a segurança local.
  • Há lavagem de dinheiro envolvendo produtoras de eventos, imóveis de luxo e criptoativos.
  • Concorrentes enfrentam sabotagem, como incêndios em caixas de distribuição.
  • Mandados emitidos pelo STF abrangem diversos municípios do RJ.
  • Prisões ocorrem também no sistema prisional.
  • Foram bloqueados bens de pessoas e empresas, totalizando R$ 558 milhões.
  • Empresas associadas tiveram suas atividades suspensas, incluindo provedores de internet.
  • Suspeitos enfrentarão acusações de extorsão e lavagem de dinheiro.
  • Anatel foi acionada para garantir a continuidade do serviço de internet aos moradores.

Agência Brasil Policiais federais investigam crime organizado no Rio de Janeiro
Policiais federais investigam crime organizado no Rio de Janeiro

A Polícia Federal (PF) está realizando nesta segunda-feira (19) a operação Backbone, cumprindo 23 mandados de prisão preventiva e 24 de busca e apreensão no Rio de Janeiro. A operação visa desmantelar um esquema criminoso que impõe monopólio sobre o serviço de internet em áreas controladas pelo Comando Vermelho.

Até as 9h15, 19 suspeitos já haviam sido presos. A facção domina a oferta de internet nos complexos do Alemão, da Penha e do Chapadão, na zona norte do Rio. Eles usam armas e ameaças para manter o controle, impactando negativamente a segurança dos moradores.

Conforme a PF, o grupo também realiza lavagem de dinheiro proveniente da atividade, utilizando empresas como produtoras de eventos e de publicidade, além de investir em imóveis de luxo e criptoativos.

As investigações apontam que membros armados da quadrilha sabotam infraestrutura de concorrentes, incendeiam caixas de distribuição e forçam a contratação de seus serviços. Em um único mês, a cobrança pelo serviço alcançou mais de 40% da receita do grupo no Complexo da Penha.

Os mandados, emitidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), abrangem os municípios do Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Teresópolis, Maricá e Magé. Algumas prisões ocorrem dentro do sistema prisional, incluindo uma unidade do Sistema Penitenciário Federal.

A Justiça ordenou o bloqueio de bens e valores de 40 pessoas e 42 empresas, totalizando R$ 558 milhões, além da suspensão de atividades de empresas envolvidas, como provedores de internet e de contabilidade.

Os suspeitos poderão responder por diversos crimes, incluindo extorsão e lavagem de dinheiro. A Anatel foi acionada para cassar outorgas e garantir a continuidade do serviço aos moradores afetados.

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Fonte: Agência Brasil