Polícia

VOEPASS

Polícia Federal indicia 16 por queda de avião da Voepass

Investigação conclui que aeronave não tinha condições técnicas para o voo.

Teresinha Ferreira

07 de agosto de 2026 às 00:42 ▪ Atualizado há 1 hora

Ver resumo
  • A Polícia Federal indiciou 16 pessoas pela queda de avião em Vinhedo (SP) em agosto de 2024.
  • Entre os indiciados estão membros da Voepass, incluindo o presidente da empresa.
  • O acidente com o ATR 72-500 resultou em 62 mortes.
  • As acusações incluem atentado contra a segurança do transporte aéreo e falsidade ideológica.
  • As penas podem chegar a 24 anos de prisão.
  • A investigação apontou falhas como autorização de voo com sistemas defeituosos.
  • A PF solicitou que dados sejam compartilhados com a Anac e a Procuradoria.
  • Familiares das vítimas consideram a operação criminosa e planejam ações judiciais.

Agência Brasil Queda de avião Voepass
Queda de avião Voepass

A Polícia Federal (PF) indiciou 16 pessoas nesta quinta-feira (6) pela queda de um avião da Voepass Linhas Aéreas em Vinhedo (SP), ocorrida em agosto de 2024. Todas estão ligadas à companhia, incluindo o presidente José Luiz Felício Filho.

A tragédia com o ATR 72-500 resultou em 62 mortos. Os indiciados estão proibidos de deixar o país enquanto o Ministério Público Federal (MPF) analisa o inquérito para possíveis denúncias.

De acordo com a PF, 15 pessoas foram indiciadas pelo crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo, incluindo diretores, mecânicos e chefes de manutenção. Um comandante foi indiciado por falsidade ideológica. As penas podem chegar a 24 anos de prisão em casos de morte.

A investigação revelou falhas graves, como a autorização de voo apesar de sistemas de degelo e limpadores de parabrisas inoperantes. Pilotos não reportaram problemas anteriores, conforme orientação da companhia, para evitar a suspensão da aeronave.

A Polícia Federal pediu que dados do inquérito sejam compartilhados com a Anac e a Procuradoria da República para verificar eventuais omissões na fiscalização.

Familiares das vítimas consideraram a operação da Voepass como criminosa. A Associação de Familiares planeja ações judiciais contra a companhia por danos morais.

Fonte: Agência Brasil