Polícia

INVESTIGAÇÃO

Polícia Civil investiga ONG da produtora do filme sobre Bolsonaro

Operação em São Paulo apura fraude em contrato de R$ 108 milhões para wi-fi

Da Redação

01 de junho de 2026 às 12:29 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • A Polícia Civil de São Paulo realiza a Operação Wi-Fi Livre no Instituto Conhecer Brasil.
  • A ONG é investigada por suspeita de fraude em um contrato com a Prefeitura de São Paulo.
  • O contrato, avaliado em R$ 108 milhões, visava implantar redes de wi-fi gratuitas em comunidades.
  • Foram instalados apenas 3.200 dos 5.000 pontos de acesso previstos.
  • A ONG apresentou notas fiscais irregulares totalizando R$ 16,5 milhões.
  • Outras empresas subcontratadas também são investigadas.
  • A operação envolve oito mandados de busca para coleta de documentos e equipamentos.
  • O senador Flávio Bolsonaro mencionou que a operação não está relacionada ao filme "Dark Horse".
  • A Prefeitura de São Paulo nega desvios e afirma colaborar com as investigações.

Polícia Civil investiga ONG da produtora do filme sobre Bolsonaro

A Polícia Civil de São Paulo realiza nesta segunda-feira (1º) a Operação Wi-Fi Livre no Instituto Conhecer Brasil, ONG presidida por Karina Ferreira da Gama, ligada à produtora Go UP, responsável pelo filme Dark Horse, que aborda a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A ONG é investigada por suspeita de fraude em um contrato com a prefeitura de São Paulo, avaliado em R$ 108 milhões, para implantar redes de wi-fi gratuitas em comunidades locais. A apuração aponta irregularidades tanto na contratação quanto na execução do projeto.

Conforme o Ministério Público e a Polícia Civil, a ONG deveria ter instalado 5 mil pontos de acesso público à internet no prazo de um ano. No entanto, apenas 3.200 locais foram ativados até o momento.

A organização também apresentou notas fiscais irregulares num montante de R$ 16,5 milhões à prefeitura para justificar despesas.

Além do instituto, outras empresas subcontratadas são alvo da operação, que cumpre oito mandados de busca para apreender documentos e equipamentos relacionados ao contrato.

O senador Flávio Bolsonaro, que solicitou R$ 61 milhões ao empresário Daniel Vorcaro para o financiamento do filme Dark Horse, destacou que a operação não está vinculada ao longa-metragem.

A prefeitura de São Paulo afirmou repudiar qualquer suspeita de desvio de recursos e reforçou que o contrato seguiu padrões de legalidade e transparência, colaborando com as investigações em curso.

Fonte: Agência Brasil



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