CASO CONTROVERSO
Dulce Luz
06 de abril de 2026 às 18:13
Quase 15 anos depois a morte da estudante de Direito Fernanda Lages, a perícia oficial voltou a reafirmar que a jovem morreu por suicídio. A declaração foi feita pelo perito criminal Antônio Nunes, chefe do Departamento de Polícia Científica do Piauí - DEPOC/PI, em entrevista ao Podcast Papo de Jaleco, comandado pela jornalista Malu Barreto no portal Piauí Hoje. Nunes garantiu que não há indícios de participação de outras pessoas no caso.
Segundo o perito, todas as análises técnicas apontam que Fernanda caiu de uma altura de cerca de 30 metros dentro da obra do Ministério Público Federal (MPF), onde foi encontrada, sem sinais de agressão antes da queda. Ele também afirmou que as lesões identificadas no corpo são compatíveis com o impacto e que não há evidências de luta corporal.

Desde o início, surgiram duas versões diferentes sobre o que teria acontecido. A Polícia Civil e, depois, a Polícia Federal apontaram que a morte pode ter sido resultado de suicídio ou queda acidental. Já o Ministério Público e a família da jovem sempre defenderam que ela foi vítima de homicídio.

Mesmo assim, o Ministério Público contestou esses resultados. Promotores à época afirmaram que as marcas no corpo indicavam que Fernanda poderia ter sido arrastada e jogada do alto do prédio. A família também rejeitou a hipótese de suicídio, argumentando que a jovem tinha uma vida ativa, planos para o futuro e não apresentava sinais de depressão.

Na entrevista, Antônio Nunes também comentou sobre a pressão enfrentada pela perícia na época. Segundo ele, desde os primeiros dias após a morte, os laudos técnicos já apontavam para a ausência de crime, mas essa interpretação não foi aceita por todos os envolvidos.
Mesmo com a reafirmação da perícia, o caso continua sem consenso. De um lado, a polícia sustenta a conclusão baseada em exames e análises técnicas. Do outro, a família e representantes do Ministério Público seguem defendendo que houve crime. Um episódio marcado por divergências, dúvidas e pela ausência de uma resposta que seja aceita por todos.
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