Polícia

CRUELDADE E FUGA

Patroa suspeita de torturar empregada grávida ia fugir para outro estado, afirma delegado

Investigada pela Polícia Civil do Maranhão foi localizada em um posto de gasolina na Zona Leste da capital piauiense

Da Redação

07 de maio de 2026 às 12:26 ▪ Atualizado há 38 minutos

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  • Carolina Sthela Ferreira dos Anjos foi presa em Teresina, suspeita de agredir e torturar uma empregada doméstica grávida.
  • A suspeita estava fugindo do Maranhão e foi encontrada em um posto de combustíveis.
  • Carolina estava hospedada na casa de um tio em Teresina e pretendia fugir para outro estado.
  • A prisão preventiva foi decretada pela Justiça do Maranhão.
  • A vítima, Samara Regina, de 19 anos, relatou agressões severas após ser acusada de furto.
  • A jovem grávida sofreu agressões físicas e ameaças de morte.
  • A defesa de Carolina afirma que ela colabora com as investigações e pede cautela no julgamento.

Empresária investigada por agredir doméstica grávida foi presa em posto de combustíveis na Zona Leste de Teresina | Foto: SSP e Redes Sociais
Empresária investigada por agredir doméstica grávida foi presa em posto de combustíveis na Zona Leste de Teresina | Foto: SSP e Redes Sociais

A empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, suspeita de agredir e torturar uma empregada doméstica grávida de cinco meses ia fugir para outro estado, segundo o delegado Matheus Zanatta. Ela foi presa na manhã desta quinta-feira (7) em Teresina.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), a mulher foi localizada em um posto de combustíveis no bairro São Cristóvão, na Zona Leste da capital, enquanto abastecia o carro. A Polícia Civil suspeita que ela pretendia fugir para outro estado.

De acordo com as investigações, Carolina estava hospedada na casa de um tio em Teresina desde que deixou o Maranhão. O monitoramento da suspeita foi realizado pela Polícia Civil do Piauí em parceria com as autoridades maranhenses.

“O objetivo dela era fugir, provavelmente pra outro estado. Logo depois do fato ela veio para Teresina para pedir abrigo para esse tio que mora em Teresina. Provavelmente iriam para outro estado na data de hoje”, afirmou o delegado Matheus Zanatta.

O diretor de Inteligência da Polícia Civil do Piauí, Yan Brayner, informou que a empresária não estava na residência do familiar no momento da abordagem.

“Ela não estava na casa do tio, mas em conversas descobrimos que estava em um posto de combustíveis aqui ao lado da Secretaria de Segurança, abastecendo provavelmente com o objetivo de se evadir”, explicou.

Ainda segundo o delegado, o marido e o filho de seis anos da suspeita estavam no veículo no momento da prisão. A polícia também investiga a possibilidade de a empresária seguir para o litoral do Piauí ou utilizar uma aeronave particular para deixar a região.

A prisão preventiva foi decretada pela Justiça do Maranhão após pedido da Polícia Civil. Na quarta-feira (6), equipes tentaram intimar Carolina Sthela para prestar depoimento, mas ela não foi localizada em casa.

Jovem grávida relata agressões e ameaças

O caso aconteceu no município de Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís, e tem como vítima a jovem Samara Regina, de 19 anos.

Segundo o depoimento da vítima, as agressões começaram após a empresária acusá-la de furtar um anel. O objeto foi encontrado posteriormente dentro de um cesto de roupas sujas, mas, conforme o relato, as agressões continuaram mesmo após a joia ser localizada.

A jovem afirmou ter sofrido puxões de cabelo, tapas, socos e murros, além de ter sido derrubada no chão durante as agressões. Grávida de cinco meses, ela disse que tentou proteger a barriga enquanto era atacada.

“Começou com puxões de cabelo. Eu fui derrubada no chão e passei boa parte do tempo ali. Foram tapas, socos e murros... foi sem parar. Eles não se importavam”, relatou a vítima.

Samara também afirmou ter sido ameaçada de morte caso denunciasse o caso à polícia.

No depoimento, a jovem contou ainda que um homem não identificado participou das agressões. Segundo ela, o suspeito seria “alto”, “forte” e “moreno”.

Em nota, a defesa de Carolina Sthela afirmou que a empresária colabora com as investigações, repudia qualquer forma de violência e pede que não haja “julgamento antecipado” enquanto o caso é apurado.

Fonte: Polícia Civil do Piauí



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