Polícia

CARBONO OCULTO

MPPI denuncia 12 investigados por fraudes nos postos HD e Diamante em Teresina

O Ministério Público do Piauí também pediu o fim de sigilo em investigação sobre fraude em postos ligados a facção no estado

Da Redação

Quarta - 25/03/2026 às 17:39



Foto: Malu Barreto Posto HD Diamantes interditado durante a Operação Carbono Oculto
Posto HD Diamantes interditado durante a Operação Carbono Oculto

Os 12 investigados da Operação Carbono Oculto 86, envolvendo as Redes de Postos HD e Diamante, foram denunciados formalmente pelo Ministério Público do Piauí (MPPI), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).  O grupo é suspeito de usar postos, empresas de fachada, fundos de investimento e fintechs para lavar dinheiro, cerca de R$ 5 bilhões, para o Primeiro Comando da Capital (PCC).  Entre os investigados estão os empresários Haran Santiago Girão Sampaio e Danillo Coelho de Sousa.

Segundo o Ministério Público, os alvos são suspeitos de crimes como adulteração de combustíveis, fraude no abastecimento de consumidores, falsidade ideológica e lavagem de capitais. Conforme as investigações, os crimes ocorriam desde 2016. Os consumidores já vinham percebendo irregularidades e chegaram a registrar boletins de ocorrência relatando danos nos veículos e valores abusivos. O Ministério Público detalhou uma série de fraudes confirmadas por órgãos como o  IMEPI/INMETRO, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) e o Procon do Ministério Público do Estado do Piauí ao longo da última década:

  • Combustível "Batizado": adulteração na qualidade do produto vendido;

  • Bomba Baixa: fraude na quantidade de combustível (o consumidor pagava por um volume e recebia menos no tanque);

  • Laranjas e Lavagem de Dinheiro: uso de nomes falsos e empresas de fachada para esconder a origem do dinheiro e fingir que o lucro era legal;

  • Falsidade Ideológica: fraudes em documentos para enganar a fiscalização.

Bloqueio de bens e interdição

A Justiça determinou que os postos envolvidos continuem interditados e que as contas bancárias dos denunciados permaneçam bloqueadas. A medida visa impedir que o grupo continue cometendo crimes e garantir que haja recursos para pagar futuras multas e indenizações.

Além da prisão dos envolvidos, o Ministério Público pede que os acusados paguem uma indenização de R$ 74,2 milhões por danos morais coletivos, como forma de compensar a sociedade piauiense pelos anos de fraudes no abastecimento.

O processo agora aguarda a decisão do Poder Judiciário para que os denunciados se tornem réus oficialmente. O MPPI também solicitou a retirada do sigilo do caso para que a população tenha acesso a todos os detalhes das investigações.

Fonte: MPPI

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