Polícia

TRÂNSITO VIOLENTO

Motoristas alcoolizados que matam no trânsito devem receber pena máxima, defende PRF

Superintendente Fabrício Loiola alerta para mortes de trabalhadores e critica imprudência ao volante

Por Natalia Costa

Terça - 17/03/2026 às 11:34



Foto: Reprodução Superintendente da PRF defende punição rigorosa e intensificação da fiscalização no trânsito em Teresina
Superintendente da PRF defende punição rigorosa e intensificação da fiscalização no trânsito em Teresina

O Superintendente da Polícia Rodoviária Federal do Piauí (PRF), Fabrício Loiola, afirmou que motoristas irresponsáveis têm que responder com pena máxima na justiça em casos de atropelamento e morte de pessoas em Teresina e que a PRF vai intensificar as fiscalizações.

"Acidentes em trechos urbanos estão matando o trabalhador, o pai de família. Condutores irresponsáveis, sob efeito de algo, transitando com excesso de velocidade, sem atenção, com velocidade incompatível para a via urbana. Em alguns casos utilizando entorpecentes e tirando a vida de trabalhadores, pais de famílias", disse.

O superintendente fez um apelo firme por uma mudança de comportamento da sociedade e criticou a negligência no trânsito, destacando que trabalhadores estão perdendo a vida devido a atitudes irresponsáveis de motoristas que dirigem alcoolizados.

Não ache engraçado essa palhaçada que estão fazendo, que está gerando risco, que está matando pessoas. Em poucos dias, dois motociclistas que estavam utilizando o capacete, que estavam respeitando a lei, com o calçado preso aos pés, um deles estava parado obedecendo o sinal. É inadmissível que esses dois cidadãos que estavam indo trabalhar percam a sua vida e a gente fique inérte.

O superintendente da PRF destacou a necessidade de ampliar o debate sobre segurança no trânsito e reforçar a fiscalização, especialmente em trechos urbanos, onde as ações já vêm sendo intensificadas.

Segundo ele, em junho do ano passado, foram implementadas 40 operações a mais por mês nessas áreas. A medida contribuiu para uma mudança significativa nos índices: a mortalidade, que vinha em uma crescente de 30%, caiu para uma redução de 2%, impactando diretamente a curva de mortes.

Neste ano, os dados continuam positivos, com uma redução de 14,29% na mortalidade. Para o gestor, é fundamental que o tema ganhe mais visibilidade e que haja uma mudança de postura por parte da sociedade.

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