Polícia

INVESTIGAÇÃO

Ministro do STJ é investigado por suspeita de venda de sentenças

Operação da PF inclui Marco Buzzi em inquérito que apura crimes no STJ

Teresinha Ferreira

24 de julho de 2026 às 16:55 ▪ Atualizado há 47 minutos

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  • O STF autorizou a inclusão do ministro Marco Buzzi do STJ em inquérito sobre venda de sentenças.
  • A investigação faz parte da Operação Sisamnes, conduzida pela Polícia Federal.
  • A investigação está sob segredo de Justiça e indícios contra Buzzi ainda não foram divulgados.
  • A operação começou após a PF detectar o acesso ilegal ao sistema de minutas de votos do STJ.
  • Em maio, a PGR denunciou nove pessoas por organização criminosa e corrupção.
  • Buzzi já estava afastado devido a acusações de assédio sexual.
  • Denúncias incluem assédio a uma jovem e uma ex-funcionária.
  • A defesa de Buzzi afirma que ele desconhece as investigações e nega envolvimento.

Agência Brasil Ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi
Ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi

O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a inclusão do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi no inquérito que investiga a venda de sentenças.

A decisão foi proferida pelo ministro relator Cristiano Zanin e integra as investigações da Polícia Federal (PF) na Operação Sisamnes. A investigação, que corre em segredo de Justiça, envolve indícios contra Buzzi, que não foram ainda divulgados.

A Operação Sisamnes começou após a PF identificar que servidores de gabinetes do STJ acessavam ilegalmente o sistema eletrônico de minutas de votos, vendendo informações a terceiros.

Em maio, a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou nove pessoas por organização criminosa, corrupção e outros crimes. Buzzi já estava afastado devido a acusações de assédio sexual.

O afastamento ocorreu após denúncia de assédio contra uma jovem, filha de amigos do ministro, em um episódio ocorrido durante férias em Balneário Camboriú.

Posteriormente, uma ex-funcionária também alegou ter sido assediada sexualmente por Buzzi.

Em nota, a defesa de Buzzi afirmou que o ministro desconhece as investigações sobre a venda de sentenças e destacou seu impedimento legal de julgar casos envolvendo familiares. "A defesa esclarece que Buzzi não tem relação com atividades familiares", declarou.

Fonte: Agência Brasil