Polícia

DECISÃO JUDICIAL

Justiça solta engenheiro que atropelou e matou motociclista na Frei Serafim

Carlos Eduardo Marques Ângelo estava preso desde o acidente e agora poderá responder ao processo em liberdade, mas terá que cumprir medidas determinadas pelo TJ-PI

Da Redação

16 de setembro de 2026 às 12:50 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • A Justiça do Piauí decidiu liberar Carlos Eduardo Marques Ângelo, acusado de atropelar e matar o motociclista Edson Dias, para responder ao processo em liberdade.
  • A decisão foi unânime pela 1ª Câmara Especializada Criminal do TJ-PI.
  • Carlos Eduardo deverá usar tornozeleira eletrônica por 180 dias e permanecer em casa à noite.
  • Ele está proibido de dirigir e terá a CNH suspensa até o fim do processo.
  • O engenheiro não pode ter contato com familiares da vítima nem testemunhas, mantendo distância mínima de 200 metros.
  • Caso descumpra as regras, ele pode ser preso novamente.
  • O Ministério Público desejava mantê-lo preso devido à gravidade do caso.
  • Carlos Eduardo é acusado de ter avançado o sinal e estar sob efeito de álcool e drogas durante o acidente.
  • O acidente ocorreu em março de 2026, resultando na morte de Edson Dias.
  • O TJ-PI concluiu que as medidas são adequadas para permitir que ele responda em liberdade.

Reprodução Carlos Eduardo Marques Ângelo e acusado de atropelar e matar o motociclista Edson Barbosa Dias
Carlos Eduardo Marques Ângelo e acusado de atropelar e matar o motociclista Edson Barbosa Dias

A Justiça do Piauí decidiu soltar o engenheiro civil Carlos Eduardo Marques Ângelo, acusado de atropelar e matar o motociclista Edson Barbosa Dias, de 47 anos, em Teresina. A decisão foi tomada pela 1ª Câmara Especializada Criminal do Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI), por unanimidade, durante julgamento virtual concluído nessa terça-feira (15).

Com a decisão, Carlos Eduardo poderá responder ao processo em liberdade, mas terá que seguir uma série de regras determinadas pela Justiça.

Entre as medidas está o uso de tornozeleira eletrônica por 180 dias e a obrigação de permanecer em casa entre 19h e 6h. Ele também não poderá frequentar bares, restaurantes ou festas, sejam públicas ou particulares.

Engenheiro não poderá dirigir

A Justiça também suspendeu a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) de Carlos Eduardo. Ele não poderá obter uma nova permissão para dirigir até que o processo seja encerrado.

O engenheiro também está proibido de entrar em contato com os familiares de Edson Barbosa Dias e com as testemunhas do caso. A decisão determina que ele mantenha uma distância mínima de 200 metros dessas pessoas.

Caso descumpra alguma das regras, Carlos Eduardo poderá receber novas medidas e até voltar a ser preso preventivamente.

Ministério Público queria que ele continuasse preso

O Ministério Público Superior havia pedido que a prisão preventiva fosse mantida. Para o órgão, a gravidade do caso justificava que o engenheiro continuasse preso.

Segundo a acusação, Carlos Eduardo teria avançado o sinal vermelho e dirigido sob efeito de álcool e drogas quando ocorreu o acidente.

Os desembargadores, porém, entenderam que as medidas determinadas são suficientes para que ele responda ao processo em liberdade.

O caso foi relatado pelo desembargador Pedro de Alcântara da Silva Macedo. O julgamento ocorreu entre os dias 4 e 14 de setembro, em plenário virtual.

Motociclista morreu no acidente

O acidente aconteceu em março de 2026, no cruzamento das avenidas Frei Serafim e Miguel Rosa, na região central de Teresina.

De acordo com a investigação e a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Piauí, Carlos Eduardo dirigia o carro em alta velocidade quando bateu na motocicleta conduzida por Edson Barbosa Dias.

O motociclista sofreu ferimentos graves e morreu.

Ainda segundo as informações apresentadas no processo, testemunhas e exames teriam apontado sinais de embriaguez e uso de drogas atribuídos ao engenheiro no momento da colisão.

O alvará de soltura já foi expedido. A Justiça de primeira instância ficará responsável por acompanhar o cumprimento das medidas determinadas pelo TJ-PI.