Polícia

VIOLÊNCIA DOMESTICA

Justiça mantém prisão preventiva de empresário por violência doméstica

Ivo Vel Kos responderá por lesão corporal e ameaça após agredir esposa em São Paulo.

Teresinha Ferreira

19 de agosto de 2026 às 16:21 ▪ Atualizado há 37 minutos

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  • Ivo Vel Kos foi acusado de lesão corporal e ameaça contra sua esposa, Giulia Falcão.
  • O incidente ocorreu após um jantar em Pinheiros, resultando em agressões físicas e ameaças feitas com um taco de beisebol e dispositivo de choque.
  • A vítima relatou que foi impedida de pedir ajuda, mas conseguiu buscar auxílio de vizinhos.
  • Lesões identificadas incluíram edemas no rosto e uma lesão na mão direita.
  • Giulia mencionou que as agressões não foram um caso isolado.
  • Medidas protetivas foram impostas, proibindo contato e exigindo uma distância de 300 metros entre o casal.
  • Giulia teve garantido retorno à residência e a recuperação de seus bens.
  • A Justiça negou o pedido de prisão domiciliar para Kos.

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Violência doméstica

Ivo Vel Kos, empresário de 48 anos, tornou-se réu por lesão corporal e ameaça após ter agredido a esposa em São Paulo. A Justiça, por meio da Vara do Foro Central de Violência Doméstica, aceitou a denúncia feita pela promotora de Justiça Fabíola Sucasas e negou o pedido para que sua prisão preventiva fosse convertida em domiciliar.

O incidente ocorreu em 14 de março, quando o casal voltava de um jantar em Pinheiros. No caminho, Kos agrediu a esposa, a dentista Giulia Falcão, com socos no rosto e no corpo. A violência continuou quando eles chegaram em casa, onde Giulia foi atingida na mão com um taco de beisebol e ameaçada com um dispositivo de choque elétrico.

De acordo com o Ministério Público de São Paulo (MPSP), a vítima relatou que seu celular foi confiscado quando tentou pedir ajuda e foi ameaçada de morte ao tentar sair de casa. Giulia conseguiu buscar auxílio de vizinhos, que chamaram a Polícia Militar.

O laudo da perícia identificou lesões leves como edemas e equimoses no rosto e uma lesão na mão direita. O Ministério Público destacou que, para embasar a denúncia, foram considerados o relato da vítima, as lesões vistas pelos policiais, a admissão de Kos sobre um dos socos e os exames periciais.

Giulia Falcão informou que este não foi um episódio isolado, relatando um histórico de agressões e ameaças. A Justiça impôs medidas protetivas de urgência, proibindo o empresário de contactar a esposa por qualquer meio e estabelecendo uma distância mínima de 300 metros.

Foi garantido o retorno de Giulia à residência do casal, após familiares de Kos terem trocado as fechaduras. A decisão judicial considerou a remoção da mulher de casa e a privação de seus bens como violência psicológica e patrimonial, permitindo que ela retomasse seu lar e recuperasse seus pertences.

O pedido de prisão domiciliar foi rejeitado pela juíza Carla Balestreri, que considerou insuficientes as provas apresentadas pela defesa para justificar a mudança no regime de prisão.

Fonte: Agência Brasil