Polícia

TRANSFERÊNCIA

Empresária que torturou doméstica grávida foi para o Maranhão em helicóptero da PM do Piauí

Presa em Teresina durante tentativa de fuga, Carolina Sthela foi entregue à equipe da SEIC; áudios chocantes revelam sadismo e "massacre" de uma hora contra a vítima

Redação

07 de maio de 2026 às 15:07 ▪ Atualizado há 46 segundos

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  • Carolina Sthela Ferreira dos Anjos foi transferida de Teresina para o Maranhão sob forte esquema de segurança.
  • A transferência foi feita por helicóptero da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão.
  • Ela foi entregue à Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC-MA).
  • Carolina passará por audiência de custódia em São Luís por crime contra uma gestante.
  • Foi presa em um posto de combustíveis em Teresina, tentando fugir para o Amazonas.
  • Carolina estava foragida após torturar sua ex-empregada doméstica grávida.
  • A vítima foi acusada de furto e submetida a violência brutal.
  • Áudios mostram Carolina admitindo o crime com ironia e sadismo.
  • A transferência visa garantir a continuidade do processo no local do crime.
  • Houve permissões indevidas por parte de policiais militares envolvidos no caso.

Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, presa por agredir doméstica grávida, foi levada de helicoptero para São Luís (MA)
Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, presa por agredir doméstica grávida, foi levada de helicoptero para São Luís (MA)

A empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, presa em Teresina (PI), foi recambiada sob forte esquema de segurança para o Maranhão, na tarde desta quinta-feira (07). A transferência foi realizada por meio do helicóptero da Secretaria de Segurança Pública maranhense.

Segundo o delegado Matheus Zanatta, a missão das forças de segurança do Piauí foi concluída com a entrega da presa à Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC-MA). "Ela vai passar pela audiência de custódia em São Luís e responder pelo crime brutal que cometeu contra uma gestante", afirmou o delegado.

Carolina foi localizada em um posto de combustíveis na zona Leste de Teresina enquanto abastecia o carro para o que a polícia classificou como uma tentativa de fuga. O veículo estava carregado de bagagens, e a suspeita é que ela fugiria para o estado do Amazonas, fazendo escala em Parnaíba. 

A empresária estava foragida desde que as investigações sobre a tortura contra sua ex-empregada doméstica, grávida de cinco meses, ganharam repercussão em Paço do Lumiar (MA). A vítima foi acusada de furtar uma joia e submetida a uma sessão de horrores que incluiu ser arrastada pelos cabelos, levar coronhadas e ter uma arma colocada dentro da boca.

O inquérito conta com áudios estarrecedores atribuídos à empresária, nos quais ela admite, com ironia e sadismo, a prática do crime. Nas gravações, Carolina descreve que a funcionária ficou "quase uma hora no massacre" sob socos, murros e pisões nos dedos. "Eu dei tanto que minha mão está inchada. Não era nem para ela ter saído viva", diz um dos trechos. A transferência imediata para o Maranhão visa garantir a continuidade do processo onde o crime ocorreu, especialmente após a revelação de que a empresária teria sido liberada indevidamente por policiais militares no dia da agressão por "conhecer" um dos agentes.

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