Polícia

CRIME EM SÃO PAULO

Funcionário do IML usa celular de morto para transferir R$ 7 mil para própria conta

Servidor é investigado após viúva identificar movimentação bancária realizada depois da morte do marido em Santos, no litoral paulista

Natalia Costa

10 de junho de 2026 às 12:54 ▪ Atualizado há 1 hora


Funcionário do IML é investigado por usar o celular de um morto para transferir R$ 7 mil | Foto: reprodução
Funcionário do IML é investigado por usar o celular de um morto para transferir R$ 7 mil | Foto: reprodução

Um atendente de necrotério do Instituto Médico Legal (IML) de Santos, no litoral de São Paulo, foi preso preventivamente nesta segunda-feira (9) suspeito de utilizar o celular de um homem morto para realizar uma transferência bancária via Pix no valor de R$ 7 mil para sua própria conta.

O investigado foi identificado como Daniel Nathan Ribeiro, de 36 anos. Ele é alvo de apuração da Corregedoria da Polícia Civil por suspeitas dos crimes de peculato, furto, fraude eletrônica e destruição de vestígios.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), as investigações apontam que o servidor teria acessado indevidamente o aparelho celular da vítima após a morte e efetuado a transferência bancária.

“Segundo os elementos reunidos até o momento, o investigado teria utilizado indevidamente o aparelho celular de uma pessoa falecida para realizar uma transferência bancária e, posteriormente, danificado o equipamento”, informou a SSP em nota.

Viúva descobriu movimentação bancária

O caso começou a ser investigado após a viúva da vítima registrar um boletim de ocorrência no 3º Distrito Policial de Santos, em 24 de maio.

De acordo com o relato, o homem havia sido encontrado morto na Avenida Mário Covas dias antes, sendo encaminhado ao IML para os procedimentos legais.

Ao tentar encerrar a conta bancária do marido, a mulher identificou uma transferência de R$ 7 mil realizada após o registro oficial da morte. O valor teria sido enviado para uma conta em nome do funcionário do instituto.

Além da movimentação financeira, ela percebeu que o celular do marido estava danificado e que mensagens recentes haviam sido apagadas.

Prisão preventiva

Diante dos indícios reunidos durante a investigação, a Corregedoria da Polícia Civil cumpriu o mandado de prisão preventiva contra o servidor.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública afirmou que não tolera desvios de conduta por parte de seus agentes e informou que medidas administrativas também serão adotadas.

“A instituição reforça que não compactua com desvios de conduta e também adotará as medidas administrativas e disciplinares cabíveis”, destacou a SSP.

Até o momento, a defesa de Daniel Nathan Ribeiro não foi localizada para comentar as acusações. O espaço permanece aberto para manifestação.

Fonte: Metrópoles



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