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Família denuncia estupro de menina de 12 anos em escola municipal de Teresina

Caso aconteceu na quadra da Escola Municipal Eurípedes de Aguiar, na zona Norte

Redação

27 de maio de 2026 às 15:42 ▪ Atualizado há 47 minutos


Escola fica localizada no bairro Marquês, na zona Norte de Teresina
Escola fica localizada no bairro Marquês, na zona Norte de Teresina

A família de uma estudante de 12 anos denunciou que a menina foi estuprada por outro aluno na quadra de esportes da Escola Municipal Eurípedes de Aguiar, localizada no bairro Marquês, zona Norte de Teresina. A família da vítima, acusa ainda a direção da unidade de ensino de omissão e negligência no acolhimento à criança. O caso já está sob investigação da Polícia Civil do Piauí.

Segundo o relato da tia da vítima a uma emissora de TV local, o suspeito tem 15 anos e estuda no 8º ano, atraiu a menina até a quadra afirmando que suas amigas a chamavam. No local, o rapaz a encurralou contra a parede, tirou sua calça e a tocou nas partes íntimas, além de tentar forçar um beijo. Após o ato, o estudante ameaçou a vítima, afirmando que era traficante e que seu pai pertencia a uma facção criminosa para evitar que ela contasse o ocorrido.

Abalada, a menina conseguiu relatar o crime à direção da escola com o apoio de colegas. No entanto, de acordo com a família, a postura do diretor foi de total distanciamento. 

A tia relatou que a escola se limitou a acionar o Conselho Tutelar e que o diretor afirmou que "não era de praxe dele" se envolver, sugerindo apenas que os parentes procurassem a polícia. A família pontuou ainda que a direção tentou transferir a culpa para a vítima, uma criança que possui Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e está em investigação para Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Diante do ocorrido, os responsáveis pela estudante registraram um Boletim de Ocorrência na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). 

A menina também foi encaminhada ao Serviço de Atenção às Mulheres e Vítimas de Violência Sexual (Samvvis), localizado na Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa (NMDER), onde passou por exames de corpo de delito e recebeu os primeiros amparos médico e psicossocial. Devido ao trauma e ao agravamento de tiques nervosos causados pelo abalo emocional, a família precisou retirar a criança da instituição de ensino e agora enfrenta dificuldades para encontrar vagas em escolas próximas à sua residência. 

Os parentes cobram a responsabilização criminal do agressor e o afastamento administrativo do diretor por omissão.

Por outro lado, a Secretaria Municipal de Educação de Teresina (Semec) emitiu uma nota oficial defendendo a conduta da gestão da escola. A pasta informou que todas as providências administrativas de competência da unidade escolar foram devidamente adotadas. Confira o posicionamento na íntegra:

Nota de Esclarecimento

A Secretaria Municipal de Educação (SEMEC) informa que recebeu a denúncia envolvendo dois adolescentes em uma escola da Rede Municipal, da qual são alunos. Assim que foi procurada, a direção da unidade escolar adotou imediatamente todos os protocolos conforme a Lei 13.431/2017, conhecida como a Lei da Escuta Protegida, que estabelece diretrizes de atendimento para crianças e adolescentes. Assim como os Decretos nº 22.930/2022 e nº 23.036/2022, relacionados à criação e organização do Protocolo “Quem Ama Cuida” para prevenção e atendimento de crianças e adolescentes em situação de risco e vulnerabilidade social.

Logo o Diretor da unidade comunicou a Secretaria, acionou o Conselho Tutelar, e tomou todas as providências que competia a escola. Assim como, convocou as famílias envolvidas para ciência dos fatos e orientações quanto aos procedimentos que competem exclusivamente ao âmbito familiar e aos órgãos responsáveis.

Desde o primeiro momento, a SEMEC disponibilizou suporte técnico e profissional às famílias, que estão sendo acompanhadas por profissionais competentes, incluindo Assistentes Sociais e Psicólogos. Todas as medidas administrativas cabíveis já foram adotadas, sempre com foco na proteção integral dos adolescentes envolvidos.

A SEMEC reafirma que não tratou o caso com omissão, segue e seguirá colaborando com todos os órgãos competentes na apuração do caso, inclusive com o fornecimento de informações e imagens de segurança necessárias às investigações.

Por se tratar de adolescentes, a Secretaria reforça que todos os encaminhamentos seguem rigorosamente os protocolos legais de proteção previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), preservando a identidade e a integridade dos envolvidos.

A SEMEC permanece à disposição para prestar todo o apoio necessário à comunidade escolar e às famílias.




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