Polícia

ASAS LIVRES

Doze aves silvestres são resgatadas em Parnaíba; suspeitos foram conduzidos a delegacia

Ação conjunta da PMPI e da Polícia Civil apreendeu pássaros mantidos ilegalmente em cativeiro nos bairros Nova Parnaíba e São Vicente de Paula

Natalia Costa

04 de agosto de 2026 às 10:48 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • Doze aves foram resgatadas em Parnaíba, Piauí, por ação da PMPI e Polícia Civil contra crimes ambientais.
  • A operação "Asas Livres" ocorreu no dia 4, visando combater o tráfico e a criação ilegal de animais silvestres.
  • Nove pássaros bigodinho foram encontrados no bairro Nova Parnaíba, e dois azulões e um sabiá no bairro São Vicente de Paula.
  • Dois suspeitos foram detidos e levados à Central de Flagrantes.
  • As aves serão avaliadas por veterinários e, se aptas, reintroduzidas à natureza.
  • A operação faz parte de ações contínuas contra crimes ambientais no Piauí.
  • Manter aves silvestres em cativeiro sem autorização é considerado crime ambiental segundo a Lei nº 9.605/1998.
  • As penas incluem detenção de seis meses a um ano, além de multa, e são mais severas em casos de espécies ameaçadas ou em unidades de conservação.
  • A apreensão de animais visa combater o tráfico de fauna, que ameaça a biodiversidade brasileira.

Reprodução Policiais resgataram 12 aves silvestres
Policiais resgataram 12 aves silvestres

Doze aves silvestres foram resgatadas em Parnaíba, no litoral do Piauí, durante uma ação da Polícia Militar do Piauí (PMPI) e da Polícia Civil contra crimes ambientais. Entre os animais apreendidos estão nove pássaros da espécie bigodinho, dois azulões e um sabiá, encontrados em imóveis nos bairros Nova Parnaíba e São Vicente de Paula. Dois suspeitos foram conduzidos à Central de Flagrantes.

A Operação Asas Livres foi realizada na manhã desta terça-feira (4) pela Polícia Militar do Piauí (PMPI), por meio da 2ª Companhia Independente de Policiamento Ambiental (2ª CIPA), em ação conjunta com a Polícia Civil. O objetivo foi combater o tráfico e a criação ilegal de animais silvestres no município.


Durante a operação, as equipes percorreram diferentes bairros de Parnaíba para verificar denúncias sobre a manutenção irregular de aves silvestres em cativeiro.

No bairro Nova Parnaíba, os policiais resgataram nove pássaros da espécie bigodinho. No local, um suspeito foi conduzido à Central de Flagrantes para os procedimentos cabíveis.

Já no bairro São Vicente de Paula, a fiscalização resultou no resgate de dois azulões e um sabiá. Um segundo suspeito também foi encaminhado à Central de Flagrantes, onde foram adotadas as medidas legais previstas para o caso.

Ao todo, 12 aves silvestres foram apreendidas durante a operação. Segundo a Polícia Militar, os animais passarão por avaliação veterinária para verificar as condições de saúde e, caso estejam aptos, serão posteriormente reintroduzidos ao habitat natural.

A Operação Asas Livres integra as ações permanentes de combate aos crimes ambientais desenvolvidas pelas forças de segurança no Piauí. Além de combater o tráfico de animais silvestres, a iniciativa busca conscientizar a população sobre os impactos da captura e da manutenção ilegal da fauna em cativeiro.

Entenda por que manter aves silvestres em cativeiro é crime

Manter aves silvestres em casa sem autorização dos órgãos ambientais é considerado crime ambiental no Brasil. A conduta está prevista no artigo 29 da Lei nº 9.605/1998, conhecida como Lei de Crimes Ambientais, que proíbe capturar, adquirir, guardar, manter em cativeiro, transportar ou comercializar animais da fauna silvestre sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente. 

A legislação estabelece pena de detenção de seis meses a um ano, além de multa, para quem mantém animais silvestres de forma irregular. A mesma punição também se aplica a quem vende, compra, transporta ou expõe à venda espécimes da fauna silvestre obtidos sem autorização. Em situações que envolvem espécies ameaçadas de extinção, crimes praticados em unidades de conservação ou outras circunstâncias previstas em lei, a pena pode ser aumentada. 

Além da responsabilização criminal, os animais são apreendidos e encaminhados para avaliação por médicos-veterinários e órgãos ambientais. Quando apresentam condições de saúde adequadas, eles passam por processos de reabilitação antes de serem devolvidos ao habitat natural, reduzindo os impactos causados pelo cativeiro irregular. A apreensão também busca combater o tráfico de animais silvestres, uma das principais ameaças à biodiversidade brasileira. 

Fonte: PM-PI