Polícia

Adolescente diz que foi espancado e torturado por guardas municipais em Teresina

O caso está sendo investigado pela Delegacia da Criança e Adolescente

Da Redação

Sexta - 23/02/2024 às 10:40



Foto: Reprodução A vítima disse que foi espancada durante uma abordagem no bairro Porto Alegre
A vítima disse que foi espancada durante uma abordagem no bairro Porto Alegre

A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) investiga um suposto caso de agressão física cometido por agentes da Guarda Civil Municipal de Teresina contra um adolescente de 16 anos no bairro Porto Alegre, na zona Sul de Teresina. O caso teria ocorrido na noite de quarta-feira (21), durante uma abordagem. 

O adolescente relatou que trafegava em uma bicicleta, voltando da casa da namorada, quando foi abordado por uma equipe da Ronda Municipal por volta das 22h. Os agentes teriam acusado o garoto de descartar uma arma de fogo em um matagal da região.

O rapaz negou e mesmo assim foi levado para um terreno baldio, onde um dos guardas teriam o espancado com um pedaço de madeira. A denúncia fica ainda mais grave quando o menor afirma que um dos guardas tentou introduzir um pedaço de madeira em seu ânus, o torturando e o ameaçando de morte. 

Por fim, o adolescente teve o celular quebrado e um dos pneus de sua bicicleta foi rasgado com uma faca. O rapaz chegou em casa bastante machucado e ele passou por exame  de corpo de delito no Instituto de Medicina Legal (IML).

Guarda Civil Municipal se manifesta

Em nota, a Guarda Civil Municipal de Teresina disse que não há nada que comprove a participação de seus agentes na suposta agressão e que repudia qualquer forma de violência ou abuso de autoridade.

"A Coordenadoria Municipal de Segurança Pública Social e Patrimonial desconhece a ação atribuída à Guarda Civil Municipal de Teresina sobre a suposta agressão a um adolescente. Nas próprias imagens, inclusive, não há nada que comprove a participação de agentes da corporação.

A Coordenadoria Municipal de Segurança Pública reforça que repudia veementemente qualquer forma de violência ou abuso de autoridade, bem como a atribuição de um caso tão grave aos guardas municipais.

Possíveis excessos, por parte da corporação, devem ser repassados para a Ouvidoria na própria sede da GCM ou através do número (86) 3221-7043 para a devida apuração pela Corregedoria e adoção de medidas cabíveis. 

O comando da GCM reitera o compromisso com a segurança e o bem-estar da população e enfatiza que nossa gestão não compactua com práticas que violem os direitos individuais ou a integridade física e emocional dos cidadãos".

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