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ABALO SÍSMICO

Tremor de terra de 2,8 é registrado em Caxias (MA); veja histórico de tremores no Piauí

Abalo sísmico de baixa magnitude foi detectado pelo LabSis/UFRN e não causou danos; Piauí também registra eventos semelhantes nos últimos anos

Natalia Costa

22 de julho de 2026 às 11:24 ▪ Atualizado há 2 horas

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  • Um tremor de terra de 2,8 mR foi registrado em Caxias (MA), próximo à divisa com o Piauí.
  • O evento foi identificado pelo LabSis/UFRN, mas não causou danos nem foi sentido pela população.
  • A escala mR é uma variação regional da Escala Richter utilizada em sismos de baixa intensidade.
  • Este foi o segundo tremor registrado na região em 2026, o primeiro ocorreu em fevereiro em Castelo do Piauí.
  • Outras localidades do Piauí registraram tremores nos últimos anos, todos de baixa intensidade e sem danos.
  • A atividade sísmica no Nordeste é monitorada pelo LabSis/UFRN através de uma rede de sismógrafos.
  • Sismos de magnitude inferior a 3,0 são frequentemente classificados como de baixa intensidade.
  • A Escala Richter é logarítmica, onde cada ponto representa um aumento dez vezes maior em amplitude de ondas.
  • O USGS agora utiliza preferencialmente a Escala de Magnitude de Momento (Mw) para grandes terremotos.

Reprodução Cidade de Caxias (MA)
Cidade de Caxias (MA)

Um tremor de terra de 2,8 graus de magnitude regional (mR) foi registrado na manhã desta quarta-feira (22) no município de Caxias (MA), localizado a cerca de 70 quilômetros de Teresina. O abalo sísmico foi identificado pelo Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis/UFRN), responsável pelo monitoramento da atividade sísmica na região.

Por estar localizada próxima à divisa com o Piauí, a cidade maranhense despertou a atenção de moradores da região. No entanto, não houve registro de danos materiais nem de pessoas que tenham sentido o tremor.

De acordo com a Escala Richter, um abalo de 2,8 mR é considerado de baixa magnitude. A sigla mR corresponde à magnitude regional, uma variação da Escala Richter utilizada para medir a intensidade dos sismos.

Tremores com magnitudes inferiores a 3,0 costumam ser classificados como de baixa intensidade. Na maioria dos casos, eles não provocam danos estruturais e passam despercebidos pela população, sendo registrados apenas por sismógrafos instalados em estações de monitoramento.

Este é o segundo evento sísmico identificado na região em 2026. Em fevereiro, o LabSis/UFRN registrou um tremor de 1,5 mR na zona rural de Castelo do Piauí, município localizado a cerca de 190 quilômetros de Teresina. O abalo ocorreu por volta das 10h e também não causou prejuízos.

Piauí já registrou outros tremores de baixa magnitude

Embora os tremores de terra não sejam frequentes no Piauí, o estado possui histórico de eventos sísmicos considerados de baixa intensidade. Os registros do Laboratório Sismológico da UFRN mostram que esses fenômenos ocorrem de forma esporádica e, até o momento, não provocaram danos significativos.

Além do tremor registrado em Castelo do Piauí, em fevereiro deste ano, o laboratório detectou um abalo de 2,3 mR em Elesbão Veloso, em junho de 2025. Meses antes, em outubro de 2024, foi registrado um tremor de 2,1 mR no município de Domingos Mourão.

Outro episódio ocorreu em maio de 2023, quando um tremor de 2,3 mR foi detectado em Júlio Borges, no sul do estado. Assim como os demais registros, o fenômeno não causou prejuízos nem deixou pessoas feridas.

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De acordo com especialistas, esses pequenos abalos fazem parte da dinâmica natural da crosta terrestre e são relativamente comuns em diversas regiões do Brasil, especialmente no Nordeste. Apesar de despertarem curiosidade, eventos com magnitudes inferiores a 3,0 dificilmente representam riscos à população.

O LabSis/UFRN realiza o monitoramento contínuo da atividade sísmica no Nordeste brasileiro por meio de uma rede de estações sismográficas instaladas em diferentes estados. Sempre que um tremor é detectado, os dados são analisados e divulgados pelo laboratório, contribuindo para o acompanhamento científico dos fenômenos geológicos registrados na região.

Entenda como funciona a Escala Richter

De acordo com pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), a Escala Richter é uma escala logarítmica criada em 1935 pelos sismólogos Charles Richter e Beno Gutenberg para medir a magnitude dos terremotos a partir das ondas sísmicas registradas por sismógrafos. Por ser logarítmica, cada aumento de um grau representa uma amplitude de ondas cerca de dez vezes maior que a do nível anterior. 

Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), referência mundial em monitoramento sísmico, tremores com magnitude inferior a 3,0 costumam ser classificados como de baixa intensidade. Na maioria das vezes, esses eventos não provocam danos e são percebidos apenas pelos equipamentos de monitoramento, sem serem sentidos pela população. 

Embora o termo Escala Richter continue sendo amplamente utilizado pela imprensa e pelo público, o USGS explica que, atualmente, terremotos de grande magnitude são medidos preferencialmente pela Escala de Magnitude de Momento (Mw), considerada mais precisa. Já para abalos menores e regionais, como os registrados no Nordeste brasileiro, ainda é comum o uso da magnitude regional (mR), empregada pelo Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis/UFRN).