FISCALIZAÇÃO

CRM-PI pede afastamento de médica cubana que atende sem registro em Jardim do Mulato

O prefeito da cidade disse que é uma contratação temporária para suprir a ausência de outro profissional


UBS onde a médica atendia

UBS onde a médica atendia Foto: CRM-PI

O Conselho Regional de Medicina do Piauí (CRM-PI) notificou a Prefeitura do município de Jardim do Mulato, situado ao sul do Piauí, a 141 quilômetros de Teresina, para afastar a médica cubana Alisnay Murgada Guerra, que atua na Unidade Básica de Saúde (UBS) Manoel Soares da Silva. De acordo com a denúncia recebida pelo CRM-PI, a médica está atuando sem o registro do CRM-PI.

Uma equipe de fiscalização do CRM-PI chefiada pelo médico fiscal Dr. Juarez Holanda, foi até Jardim do Mulato e encontrou receituários assinados e carimbados pela profissional , que não estava no local no momento da abordagem. O setor de enfermagem da UBS informou à equipe de  fiscalização que a médica estava em reunião na Secretaria de Saúde do município. 

Em um desses receituários coma a data de terça-feira (19), e é assinado por Alisnay Murgada Guerra. O nome da médica consta na lista de profissionais cubanos que vieram ao Piauí, no início de 2017, pelo programa Mais Médicos, do Governo Federal. Para exercer a Medicina no Brasil, profissionais formados no exterior precisam passar pelo Revalida, um exame de revalidação de seus diplomas.  

O CRM-PI se dirigiu até a  Secretária de Saúde, Rosânia Soares de Sousa, que informou que a médica estava há dois dias prestando atendimentos à população. A Secretária disse, em um primeiro momento, que havia uma autorização judicial que concedia à médica o direito de atuar no município onde reside; informou também que a médica já atuou no referido município anteriormente por ocasião do Programa Mais Médicos. O CRM-PI afirmou que a  Secretária de Saúde não apresentou a autorização judicial e, posteriormente, afirmou que tal documento não existia.

Em seguida, foi entregue, em mãos, ao Prefeito Airton Veloso, o ofício em que o CRM-PI questiona sobre a situação e solicita o afastamento imediato de médico diplomado no exterior atuante no município, sem qualquer autorização legal para atuar na profissão. Como justificativa, o prefeito alegou que se tratava de uma contratação temporária para suprir a ausência de outro profissional.

Fonte: CRM-PI

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