AGUA

Agespisa prevê para hoje a volta da água em São Raimundo Nonato

O trecho que vem apresentando vazamentos constantemente corresponde a 17 quilômetros


Equipe da Agespisa trabalha ininterruptamente desde o último final de semana

Equipe da Agespisa trabalha ininterruptamente desde o último final de semana Foto: Ascom

Os técnicos da Agespisa passaram todo o final de semana trabalhando para tentar corrigir os vazamentos na adutora do Garrincho, que deixaram sem água São Raimundo Nonato, 524 km ao Sudeste de Teresina, e outras seis cidades na região. A previsão é de que até o final do dia de hoje a água volte às torneiras.

Cerca de 15 homens estão trabalhando para a correção dos vazamentos e a construção de um desvio de cerca de 300 metros em tubo de 400 mm em ferro fundido na adutora. Eles utilizam, dentre outros recursos, três retro escavadeiras, dois caminhões muncks munidos dos equipamentos necessários.

O trecho que vem apresentando vazamentos constantemente corresponde a 17 quilômetros e fica entre a Estação de Tratamento de Água e a zona urbana da cidade. Trata-se de uma obra construída por outro ente público e repassada para a Agespisa. O material utilizado é de qualidade inconsistente e vive apresentando defeitos.

A Adutora do Garrincho tem uma extensão de 39 quilômetros. O bombeamento é feito do Açude Petrônio Portella, onde a água é captada, até a Estação de Tratamento de Água. Até aí são 22 quilômetros. Daí para São Raimundo Nonato são mais 17 quilômetros.

O primeiro trecho não apresenta problema porque foi todo refeito pela Agespisa, cerca de seis anos atrás, a um custo aproximado de R$ 11 milhões. Já este segundo trecho, que é o do material antigo e inconsistente, vive dando dor de cabeça para os técnicos da companhia de saneamento.

"A gente corrige um vazamento aqui e aparece outro ali na frente. Isso ocorre com muita freqüência. A solução definitiva é uma adutora nova numa extensão de 17 quilômetros. Só que uma obra dessas não sai por menos de 15 milhões de reais e a Agespisa, no momento, não dispõe desse recurso. Por isso, o jeito é ir paliando", explica o diretor de Operações da Agespisa, engenheiro José Maria Freitas.

Além de São Raimundo Nonato, o problema atinge os moradores dos municípios de Dirceu Arcoverde, São Lourenço, Bonfim do Piauí, Várzea Branca, São Brás do Piauí e do povoado Minador, no município de Anísio de Abreu.

Equipe da Agespisa trabalha ininterruptamente desde o último final de semana 

Fonte: Ascom Agespisa

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