Mundo

CIDADANIA EUA

Trump assina decretos para limitar cidadania por nascimento nos EUA

Novas medidas visam restringir a prática do turismo de parto por estrangeiras.

Teresinha Ferreira

07 de agosto de 2026 às 00:32 ▪ Atualizado há 11 horas

Ver resumo
  • Trump assinou dois decretos para limitar a cidadania por direito de nascimento nos EUA.
  • A medida foca no "turismo de parto", onde estrangeiras dão à luz nos EUA para garantir cidadania aos filhos.
  • O esforço segue uma decisão desfavorável da Suprema Corte em junho.
  • Novas diretrizes ampliam inelegibilidade para cidadania, proibindo a prática de turismo de parto.
  • Os decretos também afetam os direitos de cidadania de filhos de diplomatas e "inimigos estrangeiros".
  • Estima-se que de 20 mil a 25 mil mulheres realizaram turismo de parto de 2016 a 2017.
  • Medidas podem ser contestadas judicialmente, mas refletem a tentativa de alterar a 14ª Emenda.
  • Uma regra de 2020 já proíbe concessão de vistos para turismo de parto.

Agência Brasil Donald Trump, presidente dos Estados Unidos
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, assinou dois decretos nesta quinta-feira (6), reforçando sua tentativa de limitar a cidadania por direito de nascimento no país. A ação segue a rejeição de um esforço anterior pela Suprema Corte.

A ofensiva do presidente, focada na imigração, mira especialmente o denominado "turismo de parto", prática em que estrangeiras grávidas viajam aos EUA para dar à luz. Após um revés na Suprema Corte em junho, Trump optou por decretos que definem políticas, embora não tenham força de lei.

Segundo o governo, as novas diretrizes ampliam categorias de pessoas inelegíveis para a cidadania por nascimento, incluindo aquelas que chegariam com o propósito de turismo de parto, o que agora é proibido.

O Centro de Estudos sobre Imigração estimou que cerca de 20 mil a 25 mil mulheres entraram nos EUA para dar à luz em um ano, de 2016 a 2017. Além disso, os decretos atingem direitos de crianças de diplomatas e "inimigos estrangeiros".

Essas medidas podem ser contestadas na Justiça, mas revelam a continuidade dos esforços de Trump para redefinir aspectos da cidadania garantidos pela 14ª Emenda, que por muito tempo assegurou a cidadania para bebês nascidos no país.

Apesar de não existirem regulamentações que proíbam abertamente o turismo de parto, uma regra federal de 2020 veda a obtenção de vistos com essa finalidade específica.

Fonte: Agência Brasil