Mundo

MUDANÇA SCLIMÁTICAS

Onda de calor histórica na Europa desafia estrutura urbana

Temperaturas extremas levam a ondas de calor e revelam deficiências em políticas ambientais e de saúde pública.

Teresinha Ferreira

29 de junho de 2026 às 21:55 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • A Europa enfrenta uma onda de calor recorde devido a um fenômeno atmosférico chamado Omega Block.
  • Países como Espanha, França e Reino Unido são os mais afetados.
  • A "cúpula de calor" eleva as temperaturas muito acima das médias históricas.
  • Especialistas destacam a necessidade de reavaliar o planejamento urbano e as políticas trabalhistas.
  • Sistemas de saúde estão em alerta devido ao aumento da demanda, principalmente entre grupos vulneráveis.
  • A UNFCCC enfatiza a urgência de acelerar a transição para energias renováveis.
  • O turismo e o mercado de trabalho, em especial o setor turístico, enfrentam desafios diante dessa realidade climática.

Onda de calor histórica na Europa desafia estrutura urbana

A Europa enfrenta uma onda de calor sem precedentes, com temperaturas superando recordes históricos, conforme relatado pela revista Nature. O fenômeno, impulsionado por um bloqueio atmosférico conhecido como Omega Block, afeta principalmente as regiões central e norte, com temperaturas inéditas em países como Espanha, França e Reino Unido.

Especialistas, como o professor Vasco Mantas da Universidade de Coimbra, explicam que uma "cúpula de calor" se formou sobre a Europa Ocidental, elevando as temperaturas muito acima das médias sazonais. Este padrão já havia sido observado na onda de calor de 2023, mas agora apresenta início antecipado e maior intensidade.

Os efeitos dessa elevação térmica são amplos, expondo falhas na infraestrutura urbana e nas políticas trabalhistas. De acordo com o geógrafo Paulo Nossa, há uma urgente necessidade de reavaliar o planejamento urbano, que nos últimos anos cedeu à pressão imobiliária, reduzindo as áreas verdes nas cidades.

Além disso, sistemas de saúde entraram em alerta máximo devido ao crescimento da demanda, afetando principalmente idosos, crianças e pessoas vulneráveis, conforme apontado pelo pesquisador Lincoln Alves do Inpe. A persistência de calor noturno dificulta a recuperação da população, ampliando riscos à saúde.

O secretário executivo da UNFCCC, Simon Stiell, reafirmou a necessidade de acelerar a transição para energias renováveis para mitigar impactos futuros das mudanças climáticas. Ações rápidas são essenciais, especialmente diante de fatores como o turismo, que pode ser drasticamente afetado, alerta o professor Nossa.

Na perspectiva de trabalhadores turísticos, muitos deles migrantes, se faz necessário rever normas trabalhistas para se adequar à realidade climática atual. A adaptação das cidades e das relações de trabalho deve ocorrer com urgência, dada a intensificação dos eventos extremos.

Fonte: Agência Brasil



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