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DECISÃO HISTÓRICA

Mudança radical: COI veta atletas trans em competições femininas nas Olimpíadas de 2028

COI define novas regras para participação feminina e exclui mulheres trans de competições oficiais a partir de 2028

Da Redação

Sexta - 27/03/2026 às 08:44



Foto: Fabrice Coffrini / AFP - Getty Images Presidente do COI, Kirsty Coventry
Presidente do COI, Kirsty Coventry

O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou uma mudança histórica nas regras de participação em competições femininas. A partir dos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028, apenas mulheres consideradas biologicamente femininas poderão disputar provas nessa categoria.

A decisão vale para todas as modalidades organizadas pela entidade e marca uma virada em relação às políticas anteriores, que permitiam a participação de atletas trans sob determinados critérios hormonais.

Segundo o COI, a nova diretriz busca preservar o equilíbrio competitivo. Em comunicado oficial, o comitê afirmou que a medida tem como objetivo “proteger a justiça, a segurança e a integridade” das disputas femininas.

Teste genético será critério

Para definir quem poderá competir, será adotado um teste único de verificação do sexo biológico. O exame identifica a presença do gene SRY, associado ao cromossomo Y, e deverá ser realizado apenas uma vez ao longo da vida da atleta.

Na prática, a regra impede que mulheres trans participem das competições femininas oficiais organizadas pelo COI. A entidade também indicou que a política não se aplica a esportes recreativos, mas apenas ao alto rendimento.

Justificativa e debate

A presidente do COI, Kirsty Coventry, defendeu a decisão com base em estudos sobre desempenho esportivo. Segundo ela, mesmo após tratamentos hormonais, ainda podem existir vantagens físicas adquiridas durante a puberdade masculina.

A política que anunciamos é baseada na ciência e foi liderada por especialistas médicos. Nos Jogos Olímpicos, até as menores margens podem ser a diferença entre a vitória e a derrota. Portanto, é absolutamente claro que não seria justo para homens biológicos competirem na categoria feminina. Além disso, em alguns esportes, simplesmente não seria seguro.

A medida, no entanto, já provoca críticas de organizações e especialistas, que apontam possíveis impactos na inclusão e questionam a simplificação do conceito de sexo biológico.

Mudança em meio a um cenário de debate global

A decisão do COI acontece em um contexto internacional de revisão das regras sobre atletas trans. Nos últimos anos, federações esportivas de diferentes modalidades já vinham adotando restrições semelhantes.

Apesar da repercussão, a presença de atletas trans nas Olimpíadas é considerada rara. Ainda assim, o tema ganhou visibilidade e se tornou um dos debates mais sensíveis no esporte de alto rendimento.

Fonte: Agência Brasil

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